sexta-feira, 10 de abril de 2026

EVANGELHO - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20,19-31 - 12.04.2026

  Domingo, 12 de Abril de 2026

DOMINGO NA OITAVA DA PÁSCOADomingo da Divina Misericórdia, Ano A
2ª Semana da Páscoa


“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”


Aclamação ao Evangelho — Jo 20,29
(Biblia Sacra iuxta Vulgatam Clementinam com tradução metafísica para uso litúrgico)

R. Aleluia, aleluia, aleluia.

V. 
Quia vidisti me, Thoma, credidisti; beati qui non viderunt et crediderunt.

V. 
Porque Me percebeste na manifestação visível, ó Tomé, tua fé se apoiou no instante que passa;
felizes, porém, são aqueles que, sem depender dos sentidos, acolhem a Verdade no centro eterno,
onde o ver não antecede o crer, mas o crer já é visão no Tempo que não se fragmenta.

R. Aleluia, aleluia, aleluia.


Oito dias depois, Ele entrou silenciosamente, revelando presença além da espera, onde o instante se abre ao eterno e a consciência reconhece o que sempre permanece vivo interiormente



Proclamatio Evangelii Iesu Christi secundum Ioannem, XX, XIX-XXXI

XIX
Cum ergo sero esset die illo, una sabbatorum, et fores essent clausae, ubi erant discipuli congregati propter metum Iudaeorum, venit Iesus et stetit in medio, et dicit eis Pax vobis.
19 Ao cair da tarde daquele dia, estando fechadas as portas por temor, Ele se fez presente no centro e revelou a paz que não depende das circunstâncias, mas brota do eterno agora.

XX
Et cum hoc dixisset, ostendit eis manus et latus. Gavisi sunt ergo discipuli viso Domino.
20 Ao manifestar os sinais visíveis, Ele não apenas se mostrou aos olhos, mas despertou a consciência para reconhecer o que já estava presente além da aparência.

XXI
Dixit ergo eis iterum Pax vobis. Sicut misit me Pater, et ego mitto vos.
21 A paz é reafirmada como origem e envio, pois aquele que se alinha ao centro eterno é conduzido a agir em consonância com o que não se altera.

XXII
Haec cum dixisset, insufflavit et dicit eis Accipite Spiritum Sanctum.
22 O sopro não é apenas gesto, mas transmissão do princípio invisível que sustenta a vida e une o interior ao eterno.

XXIII
Quorum remiseritis peccata, remittuntur eis et quorum retinueritis, retenta sunt.
23 O poder concedido revela que a consciência alinhada participa da ordem do real, discernindo além das aparências fragmentadas.

XXIV
Thomas autem unus ex duodecim, qui dicitur Didymus, non erat cum eis quando venit Iesus.
24 A ausência de Tomé simboliza a distância entre o ver exterior e o reconhecimento interior que ainda não se abriu.

XXV
Dixerunt ergo ei alii discipuli Vidimus Dominum. Ille autem dixit eis Nisi videro in manibus eius fixuram clavorum et mittam digitum meum in locum clavorum et mittam manum meam in latus eius non credam.
25 A exigência da prova revela a busca pela certeza no transitório, quando o essencial já se oferece no silêncio do ser.

XXVI
Et post dies octo iterum erant discipuli eius intus et Thomas cum eis. Venit Iesus ianuis clausis et stetit in medio et dixit Pax vobis.
26 Mesmo com as portas fechadas, a presença se manifesta, indicando que o acesso ao eterno não depende de abertura externa.

XXVII
Deinde dicit Thomae Infer digitum tuum huc et vide manus meas et affer manum tuam et mitte in latus meum et noli esse incredulus sed fidelis.
27 O convite ao toque conduz da dúvida à percepção direta, onde o interior reconhece o que sempre esteve presente.

XXVIII
Respondit Thomas et dixit ei Dominus meus et Deus meus.
28 O reconhecimento nasce quando o instante se abre ao eterno e o ver se torna comunhão.

XXIX
Dicit ei Iesus Quia vidisti me credidisti beati qui non viderunt et crediderunt.
29 Felizes são aqueles que percebem além dos sentidos e permanecem firmes no que não se dissolve com o tempo.

XXX
Multa quidem et alia signa fecit Iesus in conspectu discipulorum suorum quae non sunt scripta in libro hoc.
30 Nem tudo é registrado, pois o essencial não se limita ao que pode ser descrito ou contido.

XXXI
Haec autem scripta sunt ut credatis quia Iesus est Christus Filius Dei et ut credentes vitam habeatis in nomine eius.
31 O que é transmitido aponta para a vida que não se fragmenta, sustentada na adesão ao que permanece.

Verbum Domini

Reflexão
A presença que se manifesta não está condicionada ao tempo que passa, mas ao centro que permanece
O olhar que depende do exterior oscila, enquanto o reconhecimento interior permanece firme
A paz verdadeira não surge das circunstâncias, mas da conformidade com o que é imutável
A dúvida se dissolve quando a consciência se alinha com o que não se fragmenta
O instante torna-se pleno quando não é resistido, mas acolhido como expressão do eterno
A ação ganha clareza quando nasce do interior ordenado e não da agitação externa
A estabilidade não é ausência de mudança, mas permanência no que sustenta todas as mudanças
Assim, o caminho se revela não como busca inquieta, mas como permanência lúcida no centro do ser


Versículo mais importante:

XXIX
Dicit ei Iesus Quia vidisti me credidisti beati qui non viderunt et crediderunt. (Io 20,29)

29 Disse-lhe Jesus: porque Me viste, creste; felizes são os que, sem depender do ver, acolhem no interior a presença que não se limita ao instante e permanece no eterno. (Jo 20,29)

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

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