Evangelho secundum Marcum 2,23-28
Dominus est Filius hominis etiam sabbati
23 Et factum est iterum sabbatis ambulare eum per sata et discipuli eius coeperunt praegredi et vellere spicas.
O caminhar atravessa o campo do tempo comum e o gesto simples revela que a vida não se suspende diante de formas fixas.
24 Pharisaei dicebant ei Ecce quid faciunt sabbatis quod non licet?
O olhar que mede pelo costume perde a capacidade de perceber o sentido que sustenta o ato.
25 Et ait illis Numquam legistis quid fecerit David quando necessitatem habuit et esuriit ipse et qui cum eo erant?
A memória viva não é arquivo mas critério interior que discerne quando a letra cede ao essencial.
26 Quomodo introivit in domum Dei sub Abiathar principe sacerdotum et panes propositionis manducavit quos non licet manducare nisi sacerdotibus et dedit eis qui cum eo erant?
O sagrado não se fecha em fronteiras pois sua verdade se reconhece no cuidado com a vida concreta.
27 Et dicebat eis Sabbatum propter hominem factum est et non homo propter sabbatum.
O tempo ordenado existe para servir o florescimento do ser e não para aprisioná lo.
28 Itaque dominus est Filius hominis etiam sabbati.
A consciência desperta governa o ritmo dos dias sem ser governada por eles.
Verbum Domini
Reflexão:
O agir reto nasce da consonância interior e não do cálculo externo
Quando o sentido se impõe o instante se abre em profundidade
A lei cumpre sua vocação ao proteger a inteireza do viver
Quem compreende o ritmo do real não se perde na pressa nem na rigidez
A autoridade verdadeira coincide com responsabilidade interior
O domínio do tempo acontece quando cessam o medo e a compulsão
A fidelidade ao essencial dispensa justificativas ruidosas
Assim o caminho se torna simples e firme ao mesmo tempo
Versículo mais importante:
27 Et dicebat eis: Sabbatum propter hominem factum est, et non homo propter sabbatum.
O tempo ordenado não é origem do ser, mas expressão a seu serviço.
A existência não nasce para obedecer ao ritmo exterior,
pois é o próprio viver consciente que confere sentido ao tempo.
Quando o ser se alinha ao que o sustenta,
o instante deixa de aprisionar e passa a revelar.
Assim, o tempo não governa o homem
é o homem desperto que habita o tempo sem se perder nele. (Mc 2,27)
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