terça-feira, 21 de abril de 2026

EVANGELHO - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 6,52-59

 Sexta-feira, 24 de Abril de 2026

3ª Semana da Páscoa


 “Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”


Aclamação ao Evangelho — Jo 6,56

Texto na Vulgata Clementina:
R. Alleluia, alleluia, alleluia.
V. Qui manducat meam carnem et bibit meum sanguinem, in me manet, et ego in illo.

Versão em português:
R. Aleluia, aleluia, aleluia.
V. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele permaneço.

Versão contemplativa:
R. Aleluia, aleluia, aleluia.
V. Aquele que acolhe em si o mistério do meu ser e participa da minha vida permanece unido a mim, e eu nele habito continuamente.


Minha carne sustenta o ser interior com verdade permanente, e meu sangue vivifica a essência, conduzindo à união contínua com a fonte eterna da vida plena.



Evangelium secundum Ioannem, VI, LII–LIX

LII Iudaei ergo litigabant ad invicem, dicentes Quomodo potest hic nobis carnem suam dare ad manducandum
52. Os que escutavam questionavam entre si como tal entrega poderia ser acolhida, pois não compreendiam a profundidade do que era oferecido além da aparência sensível.

LIII Dixit ergo eis Iesus Amen amen dico vobis nisi manducaveritis carnem Filii hominis et biberitis eius sanguinem non habebitis vitam in vobis
53. Em verdade vos é revelado que, sem acolher interiormente a essência do Filho e participar do seu ser, a vida não se manifesta plenamente no íntimo do homem.

LIV Qui manducat meam carnem et bibit meum sanguinem habet vitam aeternam et ego resuscitabo eum in novissimo die
54. Quem assimila o ser que se oferece e participa desta comunhão interior possui a vida que não se desfaz, e será elevado na plenitude do último cumprimento.

LV Caro enim mea vere est cibus et sanguis meus vere est potus
55. Pois aquilo que é oferecido não é figura passageira, mas sustento verdadeiro que alimenta o centro do ser e o fortalece na permanência.

LVI Qui manducat meam carnem et bibit meum sanguinem in me manet et ego in illo
56. Quem acolhe esta presença permanece unido de modo contínuo, e esta mesma presença habita nele de forma viva e constante.

LVII Sicut misit me vivens Pater et ego vivo propter Patrem et qui manducat me et ipse vivet propter me
57. Assim como a origem viva sustenta aquele que envia, também aquele que participa deste mistério passa a viver a partir dessa mesma fonte interior.

LVIII Hic est panis qui de caelo descendit non sicut manducaverunt patres et mortui sunt qui manducat hunc panem vivet in aeternum
58. Este é o alimento que não se limita ao tempo nem ao ciclo da matéria, mas conduz à permanência que ultrapassa toda dissolução.

LIX Haec dixit in synagoga docens in Capharnaum
59. Estas palavras foram pronunciadas em meio ao ensinamento, revelando um caminho que se abre no interior daquele que escuta com profundidade.

Verbum Domini

Reflexão:
A verdade não se impõe ao olhar apressado, ela se revela ao espírito que permanece firme.
O que é oferecido não se limita ao visível, mas convida a uma participação interior contínua.
A permanência não nasce do esforço exterior, mas da união silenciosa com aquilo que sustenta.
A inquietação cede quando o ser encontra o seu centro e nele repousa.
A compreensão não se alcança pela disputa, mas pela abertura que acolhe o essencial.
O tempo não fragmenta aquele que habita o que é permanente.
A vida se manifesta onde há comunhão verdadeira com o princípio que a origina.
E assim, o homem permanece, não por si, mas por aquilo que nele vive sem cessar.


Versículo mais importrante:

LVI Qui manducat meam carnem et bibit meum sanguinem in me manet et ego in illo (Ioannem VI, 56)

56. Aquele que acolhe em si a essência do meu ser e participa da minha vida permanece em união contínua comigo, e eu nele habito de modo vivo e permanente (João 6,56).

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

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