domingo, 12 de abril de 2026

EVANGELHO - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 3,7b-15 - 14.04.2026

 Terça-feira, 14 de Abril de 2026

2ª Semana da Páscoa


 “Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”


Aclamação ao Evangelho — Evangelho de João 3,14b–15

R. Alleluia, alleluia, alleluia.

V. Sicut Moyses exaltavit serpentem in deserto, ita exaltari oportet Filium hominis: ut omnis, qui credit in ipsum, non pereat, sed habeat vitam aeternam.


R. Aleluia, aleluia, aleluia.

V. Assim como a elevação no deserto manifestou cura aos que contemplavam, também o Filho do Homem é elevado, para que todo aquele que nele crê não se perca, mas participe da vida que não se dissolve, permanecendo unido à fonte que sustenta todas as coisas além das mudanças do tempo.


Somente aquele que desce do Alto revela caminho ascendente, pois sua origem eterna ilumina a consciência e conduz o ser à comunhão com o Eterno.



Proclamatio Evangelii Iesu Christi secundum Ioannem, III, 7b–15

VII Non mireris quia dixi tibi: oportet vos nasci denuo.
7 Não te admires por eu te dizer que é necessário nascer do alto, pois a origem verdadeira desperta no íntimo aquilo que não se corrompe.

VIII Spiritus ubi vult spirat, et vocem eius audis, sed nescis unde veniat aut quo vadat: sic est omnis qui natus est ex Spiritu.
8 O Espírito sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai, assim acontece com todo aquele que nasce do princípio invisível que sustenta o ser.

IX Respondit Nicodemus et dixit ei: Quomodo possunt haec fieri
9 Nicodemos respondeu e disse como pode isso acontecer, pois a mente busca compreender aquilo que só se revela na interioridade silenciosa.

Respondit Iesus et dixit ei: Tu es magister in Israel et haec ignoras
10 Jesus respondeu dizendo tu és mestre e ainda não compreendes, porque o verdadeiro saber não se limita ao que é visível, mas se abre ao que é eterno.

XI Amen, amen dico tibi quia quod scimus loquimur et quod vidimus testamur et testimonium nostrum non accipitis
11 Em verdade te digo falamos do que conhecemos e testemunhamos o que vimos, mas muitos não acolhem o testemunho que vem da realidade superior.

XII Si terrena dixi vobis et non creditis quomodo si dixero vobis caelestia credetis
12 Se falo das coisas que tocam o mundo e não acreditais, como crereis quando vos for revelado aquilo que pertence à dimensão mais alta.

XIII Et nemo ascendit in caelum nisi qui descendit de caelo Filius hominis qui est in caelo
13 Ninguém sobe ao alto senão aquele que desceu do alto, o Filho do Homem, cuja presença une o que está acima com o que se manifesta no interior do ser.

XIV Et sicut Moyses exaltavit serpentem in deserto ita exaltari oportet Filium hominis
14 Assim como Moisés elevou o sinal no deserto, também o Filho do Homem deve ser elevado, para que o olhar se volte ao que cura e restaura a essência.

XV Ut omnis qui credit in ipsum non pereat sed habeat vitam aeternam
15 Para que todo aquele que nele crê não se perca, mas possua a vida que permanece além das mudanças e não se dissolve com o tempo.

Verbum Domini

Reflexão
O que nasce do alto não depende das oscilações externas
A verdade se revela no silêncio que sustenta a consciência
O invisível governa o visível com ordem serena
Quem percebe essa origem já não se perde nas aparências
O olhar se eleva e encontra estabilidade interior
O movimento do espírito conduz sem imposição
A permanência supera a inquietação do instante
E o ser encontra unidade naquilo que nunca passa


Versículo mais importante:

XIII Et nemo ascendit in caelum nisi qui descendit de caelo Filius hominis qui est in caelo (Ioannem III, 13)

13 Ninguém sobe ao alto senão aquele que desceu do alto, o Filho do Homem, cuja presença une o eterno ao interior humano e revela a origem que sustenta o ser além das mudanças. (João 3,13)

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