quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Evangelho: Mateus 4,1-11 - 22.02.2026

 


Evangelium secundum Matthaeum IV I XI

I
Tunc Iesus ductus est in desertum a Spiritu, ut tentaretur a diabolo.
Então Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito, para que a provação revelasse a firmeza do seu ser no lugar onde o instante toca o eterno.

II
Et cum ieiunasset quadraginta diebus et quadraginta noctibus, postea esuriit.
Após jejuar quarenta dias e quarenta noites, experimentou a fome, mostrando que até a carência pode tornar-se espaço de elevação interior.

III
Et accedens tentator dixit ei Si Filius Dei es, dic ut lapides isti panes fiant.
O tentador aproxima-se e sugere que transforme pedras em pão, convidando-o a reduzir o sentido da existência ao imediato.

IV
Qui respondens dixit Scriptum est Non in solo pane vivit homo, sed in omni verbo quod procedit de ore Dei.
Ele responde que a vida não se sustenta apenas do visível, mas da Palavra que sustenta o ser em profundidade.

V
Tunc assumit eum diabolus in sanctam civitatem, et statuit eum supra pinnaculum templi,
Então é colocado no ponto mais alto do templo, imagem da exaltação que testa a intenção do coração.

VI
et dicit ei Si Filius Dei es, mitte te deorsum Scriptum est enim Quia angelis suis mandavit de te, et in manibus tollent te ne forte offendas ad lapidem pedem tuum.
É desafiado a provar-se por meio do espetáculo, como se a confiança dependesse de sinais exteriores.

VII
Ait illi Iesus Rursum scriptum est Non tentabis Dominum Deum tuum.
Ele afirma que não se força o Mistério, pois a confiança autêntica repousa no silêncio interior.

VIII
Iterum assumit eum diabolus in montem excelsum valde, et ostendit ei omnia regna mundi et gloriam eorum,
Mais uma vez lhe são mostrados poder e esplendor, como se o domínio exterior pudesse preencher o vazio do coração.

IX
et dixit ei Haec tibi omnia dabo si cadens adoraveris me.
É oferecida a posse total em troca da inclinação do espírito, convite à inversão da ordem do ser.

X
Tunc dicit ei Iesus Vade Satanas Scriptum est enim Dominum Deum tuum adorabis et illi soli servies.
Ele ordena que o adversário se afaste e reafirma que somente o Absoluto merece adesão inteira.

XI
Tunc reliquit eum diabolus et ecce angeli accesserunt et ministrabant ei.
Após a fidelidade provada, a harmonia é restaurada e o auxílio celeste manifesta a paz conquistada.

Verbum Domini

Reflexão:
No deserto revela-se a estrutura invisível da decisão humana.
A provação não diminui o ser, antes o purifica.
A fome ensina que nem tudo o que sustenta é visível.
A altura do templo recorda que confiança não se confunde com exibição.
O esplendor dos reinos passa como sombra diante do que permanece.
A vontade reta orienta o coração para o que é superior.
Quem guarda o interior permanece íntegro diante das ofertas do mundo.
Assim a alma encontra firmeza e repousa na Fonte que não se altera.


Versículo mais importante:

Evangelium secundum Matthaeum IV, IV

IV
Non in solo pane vivit homo, sed in omni verbo quod procedit de ore Dei.

O homem não vive apenas do que sustenta o corpo no curso dos dias, mas de toda Palavra que procede do Eterno e irrompe no instante, alimentando o ser na profundidade onde o agora se abre para o Infinito e a existência encontra seu verdadeiro princípio. (Mt 4,4)

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Evangelho: Lucas 5,27-32 - 21.02.2026

 


Evangelium secundum Lucam V, XXVII–XXXII

XXVII
Et post haec exiit, et vidit publicanum nomine Levi sedentem ad telonium, et ait illi Sequere me.
Após estas coisas, Ele saiu e viu Levi sentado no lugar dos tributos e lhe disse segue-me, chamando-o do instante comum para a altura do Ser onde toda decisão toca o eterno.

XXVIII
Et relictis omnibus, surgens secutus est eum.
E deixando tudo, levantando-se, seguiu-o, gesto interior pelo qual a alma se desprende do transitório e se orienta ao princípio que não passa.

XXIX
Et fecit ei convivium magnum Levi in domo sua, et erat turba multa publicanorum et aliorum qui cum illis erant discumbentes.
Levi ofereceu grande banquete em sua casa, sinal da expansão interior daquele que, tocado pela Presença, transforma o espaço cotidiano em lugar de comunhão com o eterno.

XXX
Et murmurabant pharisaei et scribae eorum dicentes ad discipulos eius Quare cum publicanis et peccatoribus manducatis et bibitis.
Murmuravam os fariseus, pois a mente fechada mede a pureza por aparências e ignora o movimento invisível da conversão que acontece no íntimo.

XXXI
Et respondens Iesus dixit ad illos Non egent qui sani sunt medico, sed qui male habent.
Jesus respondeu que não necessitam de médico os sãos, mas os enfermos, revelando que a Verdade desce ao abismo humano para restaurar a ordem do ser.

XXXII
Non veni vocare iustos, sed peccatores ad paenitentiam.
Não vim chamar justos, mas pecadores à penitência, convocando cada consciência a retornar ao fundamento onde toda culpa pode ser transfigurada.

Verbum Domini

Reflexão

O chamado divino atravessa o instante e revela que cada escolha possui peso eterno.
A decisão reta nasce do interior ordenado e não das circunstâncias externas.
Quem escuta a voz que chama descobre em si um centro inabalável.
A verdadeira grandeza consiste em conformar a vontade ao Bem supremo.
O desapego exterior manifesta domínio interior.
A consciência purificada torna-se espaço de claridade.
Nenhuma queda é definitiva quando a alma se volta ao princípio.
Assim o homem se eleva, participando da harmonia que sustenta todas as coisas.


Versículo mais importante:

Evangelium secundum Lucam V, XXXII

XXXII
Non veni vocare iustos, sed peccatores ad paenitentiam.

Não vim chamar os que se julgam justos, mas aqueles que reconhecem sua incompletude e se dispõem ao retorno interior. O chamado não ocorre apenas na sucessão dos dias, mas no ponto onde o instante se abre ao eterno. A conversão é movimento da consciência que se volta ao Princípio, permitindo que a luz originária restaure o ser. Nesse apelo, cada agora torna-se ocasião de renascimento, e a alma, tocada pela Voz que a transcende, descobre que sempre esteve convocada à plenitude. (Lc 5,32)

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Evangelho: Mateus 9,14-15 - 20.02.2026

 


Evangelium secundum Matthaeum IX, XIV–XV

XIV
Tunc accesserunt ad eum discipuli Ioannis, dicentes Quare nos et pharisaei ieiunamus frequenter, discipuli autem tui non ieiunant

Então aproximam-se os discípulos de João e perguntam por que praticam o jejum com constância, enquanto os teus não jejuam. No interior desta pergunta ecoa a busca por sentido, pois o coração humano deseja compreender o ritmo oculto da Presença que orienta cada ato.

XV
Et ait illis Iesus Numquid possunt filii sponsi lugere quandiu cum illis est sponsus Venient autem dies cum auferetur ab eis sponsus et tunc ieiunabunt

Jesus responde que não podem entristecer-se os filhos das núpcias enquanto o Esposo está com eles. Há um tempo de plenitude e um tempo de espera. Quando a Presença parece velar-se, nasce o jejum que purifica a alma e a reconduz ao centro onde o Eterno sustenta cada instante.

Verbum Domini

Reflexão

O coração aprende que a medida da vida não está na aparência do rito, mas na consonância interior com o Bem.
Quando a Presença é percebida, a alegria torna-se estado de firmeza silenciosa.
Quando ela parece distante, o recolhimento amadurece a consciência.
O verdadeiro jejum é ordenar os afetos segundo a razão iluminada.
Nada externo domina quem governa a si mesmo.
A ausência aparente educa o desejo e fortalece o espírito.
Assim a alma permanece estável tanto na abundância quanto na espera.
E cada instante acolhido com retidão participa da eternidade que o sustenta.


Versículo mais importante:

Evangelium secundum Matthaeum IX, XV

XV
Et ait illis Iesus Numquid possunt filii sponsi lugere quandiu cum illis est sponsus Venient autem dies cum auferetur ab eis sponsus et tunc ieiunabunt

E disse-lhes Jesus: Podem, acaso, os filhos das núpcias entristecer-se enquanto o Esposo está com eles? Virão, porém, dias em que o Esposo lhes será velado; e então jejuarão.

Enquanto a Presença se manifesta, o instante torna-se plenitude que participa do Eterno. Quando, contudo, ela parece retirar-se, o coração é chamado ao recolhimento, que atravessa o fluxo das horas e se ancora no Agora que não passa. O jejum transforma-se, assim, em vigília interior, na qual a alma aprende que a verdadeira comunhão não depende do tempo que transcorre, mas da permanência silenciosa no centro onde Deus é. (Mt 9,15)

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Evangelho: Lucas 9,22-25 - 19.02.2026

 


EVANGELIUM SECUNDUM LUCAM IX, XXII–XXV

XXII
Dicens Quia oportet Filium hominis multa pati et reprobari a senioribus et principibus sacerdotum et scribis et occidi et tertia die resurgere

É necessário que o Filho do Homem atravesse o sofrimento, seja rejeitado e entregue à morte, para que, ao terceiro dia, manifeste a vida que não se extingue. No mistério dessa passagem, revela-se o eixo eterno que sustenta cada instante.

XXIII
Dicebat autem ad omnes Si quis vult post me venire abneget semetipsum et tollat crucem suam cotidie et sequatur me

Quem deseja seguir o Caminho renuncie ao domínio ilusório do próprio eu, assuma diariamente sua cruz e caminhe na direção do Alto. Assim o coração se ordena ao Centro invisível que precede e ultrapassa o tempo sucessivo.

XXIV
Qui enim voluerit animam suam salvam facere perdet illam nam qui perdiderit animam suam propter me salvam faciet illam

Quem busca preservar-se a partir do medo perde o sentido profundo do ser. Quem se oferece confiadamente ao Eterno reencontra a vida em sua fonte indestrutível.

XXV
Quid enim proficit homo si lucretur universum mundum se autem ipsum perdat et detrimentum sui faciat

De que vale possuir o mundo exterior se o interior se dispersa. O verdadeiro ganho é permanecer unido ao Princípio que fundamenta todo existir.

Verbum Domini

Reflexão

A existência encontra plenitude quando se orienta ao que permanece.
O sofrimento aceito com retidão purifica a intenção e fortalece o caráter.
Renunciar ao apego desordenado restitui a clareza do espírito.
A cruz cotidiana educa o querer e disciplina os impulsos.
Perder-se no que é eterno é reencontrar-se em verdade.
O domínio interior vale mais que qualquer conquista externa.
A constância diante das provações gera firmeza serena.
Assim o coração participa da estabilidade que não passa.


Versículo mais importante:

XXIII

Dicebat autem ad omnes Si quis vult post me venire abneget semetipsum et tollat crucem suam cotidie et sequatur me

Se alguém deseja vir após Mim, renuncie ao domínio do ego transitório, assuma a cruz de cada dia e caminhe segundo o Eterno. Nesse seguimento, o instante humano é elevado ao Agora que não passa, e o cotidiano torna-se passagem para a Vida que sustenta todos os tempos. (Lc 9,23)

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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Evangelho: Mateus 6,1-6.16-18 - 18.02.2026

 


EVANGELIUM SECUNDUM MATTHÆUM VI, I–VI, XVI–XVIII

I
Attendite ne justitiam vestram faciatis coram hominibus, ut videamini ab eis: alioquin mercedem non habebitis apud Patrem vestrum, qui in cælis est.
Vigiai para que vossa retidão não se reduza à aparência, pois o olhar humano é transitório, mas o olhar do Pai permanece no centro invisível onde cada ato é pesado na eternidade presente.

II
Cum ergo facis eleemosynam, noli tuba canere ante te, sicut hypocritæ faciunt in synagogis et in vicis, ut honorificentur ab hominibus: amen dico vobis, receperunt mercedem suam.
Quando repartires o bem, não busques eco exterior, pois a recompensa que nasce do aplauso dissolve-se no tempo; o fruto verdadeiro amadurece no silêncio do ser.

III
Te autem faciente eleemosynam, nesciat sinistra tua quid faciat dextera tua:
Que tua ação brote de tal unidade interior que nem mesmo teu orgulho a reivindique, e o gesto permaneça puro diante do Eterno.

IV
Ut sit eleemosyna tua in abscondito, et Pater tuus, qui videt in abscondito, reddet tibi.
Assim, o que é realizado no segredo participa da luz que não passa, e o Pai, que vê além das formas, restitui segundo a medida do invisível.

V
Et cum oratis, non eritis sicut hypocritæ, qui amant in synagogis et in angulis platearum stantes orare, ut videantur ab hominibus: amen dico vobis, receperunt mercedem suam.
Quando orardes, não transformeis o diálogo sagrado em espetáculo, pois a oração autêntica é encontro do espírito com sua Origem sempre presente.

VI
Tu autem cum oraveris, intra in cubiculum tuum, et clauso ostio, ora Patrem tuum in abscondito: et Pater tuus, qui videt in abscondito, reddet tibi.
Entra no recinto do coração e fecha as portas da dispersão, ali o Pai sustenta o instante e comunica a paz que não depende das circunstâncias.

XVI
Cum autem jejunatis, nolite fieri sicut hypocritæ tristes: exterminant enim facies suas, ut appareant hominibus jejunantes: amen dico vobis, quia receperunt mercedem suam.
Ao jejuar, não obscureças o semblante, pois a disciplina verdadeira não busca reconhecimento, mas purificação do querer.

XVII
Tu autem cum jejunas, unge caput tuum, et faciem tuam lava,
Consagra teus pensamentos e purifica tua visão, para que o sacrifício seja celebração interior e não peso exterior.

XVIII
Ne videaris hominibus jejunans, sed Patri tuo, qui est in abscondito: et Pater tuus, qui videt in abscondito, reddet tibi.
Que somente o Pai conheça teu despojamento, e no agora que nunca se dissolve Ele te conceda a plenitude que nasce do domínio de si.

Verbum Domini

Reflexão
O ensinamento conduz a alma ao recolhimento onde o valor do ato não depende de testemunhas.
A pureza da intenção ordena o interior e fortalece a vontade diante das variações do mundo.
O bem realizado em silêncio edifica o ser com solidez invisível.
A oração recolhida restaura a unidade fragmentada pela dispersão.
A disciplina aceita com serenidade educa o desejo e esclarece o entendimento.
Cada instante contém a possibilidade de retorno ao centro que sustenta tudo.
O coração que age sem buscar aplauso torna-se firme e estável.
Assim o homem encontra sua dignidade no acordo entre consciência e eternidade presente.


Versículo mais importante:

6
Tu autem cum oraveris, intra in cubiculum tuum, et clauso ostio, ora Patrem tuum in abscondito: et Pater tuus, qui videt in abscondito, reddet tibi.

Quando orares, recolhe-te ao santuário interior e fecha as portas da dispersão, pois no íntimo onde o instante toca a eternidade o Pai já te espera. No segredo que não pertence ao tempo que passa, Ele vê o que ainda está em formação e restitui segundo a medida do ser transformado. Ali, no centro silencioso da consciência, a oração não é palavra apenas, mas comunhão com Aquele que sustenta cada agora e o converte em plenitude. (Mt 6,6)

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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Evangelho: Marcos 8,14-21 - 17.02.2026

 


EVANGELIUM SECUNDUM MARCUM VIII, XIV–XXI

XIV
Et obliti sunt sumere panes et nisi unum panem non habebant secum in navi.
Esqueceram-se do pão visível e levavam consigo apenas um. A alma, quando se fixa no imediato, ignora que o essencial já a acompanha no centro do ser.

XV
Et praecipiebat eis dicens Videte cavete a fermento pharisaeorum et fermento Herodis.
Ele os adverte a vigiar o fermento que corrompe interiormente. Há pensamentos que dilatam a verdade e outros que a obscurecem no íntimo da consciência.

XVI
Et cogitabant ad alterutrum dicentes Quia panes non habemus.
Entre si consideravam a falta material, revelando como o espírito muitas vezes permanece preso à aparência e não percebe a plenitude que o sustenta.

XVII
Quo cognito dicit eis Quid cogitatis quia panes non habetis nondum cognoscitis neque intellegitis adhuc caecatum habetis cor vestrum.
Ele revela que a incompreensão nasce do coração obscurecido. A visão interior se abre quando o ser se desprende do temor e se orienta para o que permanece.

XVIII
Oculos habentes non videtis et aures habentes non auditis nec recordamini.
Ter olhos e não ver é viver disperso. Ter ouvidos e não ouvir é ignorar a Voz que ressoa além das mudanças e chama ao despertar contínuo.

XIX
Quando quinque panes fregi in quinque milia hominum quot cophinos fragmentorum plenos tulistis dicunt ei Duodecim.
Ao recordar os cinco pães repartidos, manifesta-se a abundância que ultrapassa o cálculo. Do pouco entregue com confiança nasce plenitude inesperada.

XX
Quando et septem in quattuor milia quot sportas fragmentorum tulistis et dicunt ei Septem.
Também dos sete pães partilhados restaram cestos cheios. A medida humana não contém a generosidade que flui da Fonte invisível.

XXI
Et dicebat eis Quomodo nondum intellegitis.
Ele interpela a consciência adormecida. Compreender é atravessar a superfície dos fatos e perceber a Presença que sustenta cada instante.

Verbum Domini

Reflexão

O ensinamento convida a ultrapassar a ansiedade do imediato e a perceber o sentido que sustenta cada momento.
O coração esclarecido não depende da abundância exterior para permanecer firme.
A verdadeira força nasce do domínio interior e da confiança no Bem.
Quando a mente se aquieta, a realidade revela profundidade antes ignorada.
O pouco oferecido com inteireza torna-se suficiente.
A memória dos sinais fortalece a perseverança diante das incertezas.
A consciência vigilante distingue o que edifica do que corrompe.
Assim, o espírito amadurece e caminha estável no centro do Ser que tudo sustenta.


Versículo mais importante:

XVIII

Oculos habentes non videtis et aures habentes non auditis nec recordamini.

Possuís olhos, mas não contemplais a profundidade do real; tendes ouvidos, mas não escutais a Voz que ressoa além do fluxo dos acontecimentos. A memória que vos falta não é apenas lembrança de fatos, mas consciência desperta do Eterno que se manifesta no agora. Quando o coração se recolhe, a visão se purifica e a escuta se torna interior, percebendo a Presença que sustenta cada instante e atravessa o tempo sem se fragmentar. (Mc 8,18)

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Evangelho: Marcos 8,11-13 - 16.02.2026

 


Evangelium secundum Marcum VIII, XI–XIII

Texto conforme a Biblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam e o Evangelho de Marcos

XI
Et exierunt pharisaei et coeperunt conquirere cum illo quaerentes ab eo signum de caelo tentantes eum.
E surgem as vozes da prova exterior, pedindo sinais no alto, mas o coração que busca o Eterno aprende que a verdade não se impõe pelos céus visíveis, e sim pelo despertar interior que antecede todo fenômeno.

XII
Et ingemiscens spiritu ait quid generatio ista signum quaerit amen dico vobis si dabitur generationi isti signum.
Ele suspira no mais profundo do ser, pois a geração inquieta exige evidências, sem perceber que o eterno já pulsa no instante presente, onde o sentido se revela sem espetáculo, na maturidade do espírito recolhido.

XIII
Et dimittens eos ascendit iterum navem abiit trans fretum.
Então se afasta, atravessando as águas como quem cruza os limiares do tempo, ensinando que a travessia verdadeira ocorre dentro, onde a alma aprende a permanecer firme mesmo quando o mundo oscila.

Verbum Domini

Reflexão

No silêncio do rito, o instante se dilata e toca a origem.
A mente aprende a não depender do extraordinário.
O ser encontra firmeza no centro que não se move.
Cada respiração torna-se participação no eterno agora.
As provas externas perdem força diante da consciência desperta.
A vontade se ordena ao bem que sustenta todas as coisas.
Caminha-se com serenidade, ainda que as águas se agitem.
Assim o coração celebra o Mistério como morada permanente.


Versículo mais importante:

XII
Et ingemiscens spiritu ait quid generatio ista signum quaerit amen dico vobis si dabitur generationi isti signum.

E suspirando no mais íntimo do espírito, revela que a busca por provas externas nasce da dispersão do coração, pois o Eterno já se oferece no instante profundo, onde o agora toca a origem e o ser aprende a reconhecer a Presença sem depender de prodígios, permanecendo firme na consciência que atravessa todos os tempos. (Mc 8,12)

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