quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Evangelho: Mateus 5,17-37 - 15.02.2026

 


Evangelium secundum Matthaeum V, XVII–XXXVII

XVII
Nolite putare quoniam veni solvere legem aut prophetas non veni solvere sed adimplere
Não vim dissolver a Lei que sustenta o ser, mas conduzi-la à sua plenitude interior, onde cada preceito se torna forma viva do eterno no coração humano.

XVIII
Amen quippe dico vobis donec transeat caelum et terra iota unum aut unus apex non praeteribit a lege donec omnia fiant
Em verdade nada do desígnio se perde, pois até o menor traço permanece inscrito na tessitura do real, sustentando o cosmos no instante que não passa.

XIX
Qui ergo solverit unum de mandatis istis minimis et docuerit sic homines minimus vocabitur in regno caelorum qui autem fecerit et docuerit hic magnus vocabitur in regno caelorum
Quem rompe a harmonia do mandamento diminui a própria luz, mas quem o vive torna-se amplo como o céu e participa da grandeza do Alto.

XX
Dico enim vobis quia nisi abundaverit iustitia vestra plus quam scribarum et pharisaeorum non intrabitis in regnum caelorum
A retidão pedida não é exterior, mas transbordamento íntimo, pureza que nasce do centro e conduz à morada invisível do espírito.

XXI
Audistis quia dictum est antiquis non occides qui autem occiderit reus erit iudicio
O antigo preceito ecoa como guardião da vida, lembrando que toda ruptura começa no pensamento antes de tocar as mãos.

XXII
Ego autem dico vobis quia omnis qui irascitur fratri suo reus erit iudicio qui autem dixerit fratri suo racha reus erit concilio qui autem dixerit fatue reus erit gehennae ignis
Mas a chama que consome nasce da cólera secreta, e o juízo já se forma no interior onde a palavra fere antes do gesto.

XXIII
Si ergo offers munus tuum ad altare et ibi recordatus fueris quia frater tuus habet aliquid adversum te
Ao aproximar-te do altar, lembra-te que o culto verdadeiro pede inteireza de consciência.

XXIV
Relinque ibi munus tuum ante altare et vade prius reconciliari fratri tuo et tunc veniens offeres munus tuum
Primeiro recompõe a unidade do coração, depois a oferenda sobe pura como incenso silencioso.

XXV
Esto consentiens adversario tuo cito dum es in via cum eo ne forte tradat te adversarius iudici et iudex ministro et in carcerem mittaris
Caminha em concórdia enquanto percorres o caminho, pois cada passo é ocasião de ajuste e claridade.

XXVI
Amen dico tibi non exies inde donec reddas novissimum quadrantem
Nada fica sem equilíbrio, e até o menor débito pede restauração para que a alma respire inteira.

XXVII
Audistis quia dictum est antiquis non moechaberis
O chamado antigo protege a fidelidade do ser, guardando a pureza do vínculo interior.

XXVIII
Ego autem dico vobis quia omnis qui viderit mulierem ad concupiscendum eam iam moechatus est eam in corde suo
O desvio começa no olhar desordenado, pois o coração é o primeiro templo a ser velado.

XXIX
Quod si oculus tuus dexter scandalizat te erue eum et proice abs te expedit enim tibi ut pereat unum membrorum tuorum quam totum corpus tuum mittatur in gehennam
Remove de ti o que obscurece a visão, ainda que custe esforço, para que o todo permaneça íntegro na luz.

XXX
Et si dextera manus tua scandalizat te abscide eam et proice abs te expedit enim tibi ut pereat unum membrorum tuorum quam totum corpus tuum eat in gehennam
Afasta o gesto que conduz ao erro, pois é melhor perder o supérfluo que afastar-se do caminho do alto.

XXXI
Dictum est autem quicumque dimiserit uxorem suam det illi libellum repudii
Foi permitido separar por dureza do coração, sinal da fragilidade humana.

XXXII
Ego autem dico vobis quia omnis qui dimiserit uxorem suam excepta fornicationis causa facit eam moechari et qui dimissam duxerit adulterat
Mas a união pede fidelidade profunda, pois o amor verdadeiro reflete a constância do Eterno.

XXXIII
Iterum audistis quia dictum est antiquis non periurabis reddes autem Domino iuramenta tua
Também foi dito que a palavra empenhada deve corresponder à verdade que a sustenta.

XXXIV
Ego autem dico vobis non iurare omnino neque per caelum quia thronus Dei est
Não te apoies em juramentos, pois o céu já testemunha cada intenção.

XXXV
Neque per terram quia scabellum est pedum eius neque per Hierosolymam quia civitas est magni regis
Nem pela terra nem pela cidade santa, porque tudo pertence ao Mistério que envolve o mundo.

XXXVI
Neque per caput tuum iuraveris quia non potes unum capillum album facere aut nigrum
Nem por ti mesmo, pois não dominas sequer o fio do próprio cabelo.

XXXVII
Sit autem sermo vester est est non non quod autem his abundantius est a malo est
Que tua palavra seja simples e inteira, pois a verdade dispensa excesso e repousa na transparência do ser.

Verbum Domini

Reflexão
O mandamento não pesa quando nasce do íntimo iluminado
A lei torna-se caminho de unificação do espírito
Cada escolha molda o caráter como o escultor modela a pedra
O coração disciplinado encontra serenidade diante das mudanças
A fidelidade cotidiana constrói morada estável no invisível
O silêncio interior sustenta a ação justa sem violência
A palavra íntegra harmoniza pensamento e gesto
Assim a existência se alinha ao Eterno e caminha em paz contínua


Versículo mais importante:

XVIII
Amen quippe dico vobis donec transeat caelum et terra iota unum aut unus apex non praeteribit a lege donec omnia fiant

Em verdade vos digo nada do que procede do Eterno se perde no curso dos dias. Ainda que céus e terra se transformem, o menor traço do desígnio permanece vivo. Assim a alma aprende que há um fundamento que não passa, onde cada instante repousa e recebe sentido. Nessa permanência invisível somos conduzidos, nutridos e guardados, para que a vida se alinhe ao centro imperecível do Ser. (Mt 5,18)

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Evangelho: Marcos 8,1-10 - 14.02.2026

 


Evangelium secundum Marcum VIII I–X

I In illis diebus, iterum cum turba multa esset, nec haberent quod manducarent, convocatis discipulis, ait illis
Naqueles dias, quando a multidão interior se reúne e nada possui que sacie a alma, o chamado do Mestre ecoa no centro do ser e desperta a consciência para o alimento invisível.

II Misereor super turbam, quia ecce iam triduo sustinent me, nec habent quod manducent
Compaixão brota como luz permanente, pois o coração persevera na busca e reconhece que apenas o eterno sustenta o espírito.

III Et si dimisero eos ieiunos in domum suam, deficient in via, quidam enim ex eis de longe venerunt
Se regressam vazios, esmorecem no caminho da existência, porque vieram de regiões profundas do próprio mistério.

IV Et responderunt ei discipuli sui Unde istos poterit quis hic saturare panibus in solitudine
A mente pergunta como nutrir-se no deserto do mundo, ignorando que a fonte já habita o íntimo silencioso.

V Et interrogavit eos Quot panes habetis Qui dixerunt Septem
Ele mede não a escassez, mas o que já foi confiado a cada um, pois toda dádiva oculta contém plenitude.

VI Et praecepit turbae discumbere super terram Et accipiens septem panes, gratias agens fregit, et dabat discipulis suis ut apponerent Et apposuerunt turbae
O gesto de agradecer abre a dimensão mais alta do instante, e o pão repartido torna-se presença que une céu e terra no mesmo agora.

VII Et habebant pisciculos paucos Et ipsos benedixit, et iussit apponi
Até o pouco é transfigurado quando tocado pela bênção, revelando abundância onde os olhos comuns viam limite.

VIII Et manducaverunt, et saturati sunt Et sustulerunt quod superaverat de fragmentis septem sportas
Todos se saciam e ainda recolhem excedentes, sinal de que o dom do Alto nunca se esgota quando acolhido com inteireza.

IX Erant autem qui manducaverant quasi quattuor milia Et dimisit eos
A multidão retorna renovada, levando consigo a marca de uma plenitude que não depende das horas que passam.

X Et statim ascendens navim cum discipulis suis venit in partes Dalmanutha
O Mestre atravessa as águas como quem atravessa os níveis do ser, conduzindo os seus para regiões mais profundas do sentido.

Verbum Domini

Reflexão
O pão verdadeiro nasce no interior recolhido
Quem aprende a agradecer descobre força constante
O instante torna-se vasto como eternidade silenciosa
Nada falta àquele que governa os próprios impulsos
A provação converte-se em exercício de firmeza
O caminho exterior espelha o caminho da alma
Servir ao bem é alinhar-se à ordem do alto
Assim o coração permanece inteiro e inabalável diante do mundo


Versículo mais importante:

VI

Et praecepit turbae discumbere super terram Et accipiens septem panes, gratias agens fregit, et dabat discipulis suis ut apponerent Et apposuerunt turbae

Ele ordena que todos repousem sobre a terra, pois o espírito somente acolhe o que vem do alto quando aprende a aquietar-se no silêncio interior. Então toma o pão, rende graças e o parte com serenidade; e, nesse gesto sagrado, o instante dilata-se até tocar a eternidade. O que parecia pouco revela-se plenitude, e o alimento transforma-se em sinal do sustento que desce do Invisível e permanece para além do tempo, nutrindo continuamente a alma. (Mc 8,6)

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Evangelho: Marcos 7,31-37 - 13.02.2026

 


Evangelium secundum Marcum VII, XXXI–XXXVII

XXXI
Et iterum exiens de finibus Tyri venit per Sidonem ad mare Galilaeae inter medios fines Decapoleos.
E outra vez, deixando as fronteiras de Tiro, atravessa os caminhos do silêncio interior e chega ao mar da amplidão, onde a alma reaprende a respirar na presença que tudo sustém.

XXXII
Et adducunt ei surdum et mutum et deprecabantur eum ut imponat illi manum.
Trouxeram-lhe um homem fechado aos sons e à palavra, imagem do coração que ainda não escuta o sentido do ser, suplicando o toque que restaura a inteireza.

XXXIII
Et apprehendens eum de turba seorsum misit digitos suos in auriculas eius et exspuens tetigit linguam eius.
Afastando-o do ruído da multidão, toca-lhe os ouvidos e a língua, ensinando que a cura nasce no recolhimento e no contato direto com a Fonte.

XXXIV
Et suspiciens in caelum ingemuit et ait illi Ephpheta quod est adaperire.
Erguendo o olhar ao alto, suspira e pronuncia a abertura do ser, e o íntimo se descerra como porta iluminada pelo sopro eterno.

XXXV
Et statim apertae sunt aures eius et solutum est vinculum linguae eius et loquebatur recte.
No mesmo instante os ouvidos se libertam do torpor e a língua encontra medida e verdade, e a palavra passa a fluir em retidão.

XXXVI
Et praecepit illis ne cui dicerent quanto autem eis praecipiebat tanto magis plus praedicabant.
Recomendou silêncio, pois o bem amadurece na discrição, mas o que é pleno transborda e testemunha por si mesmo.

XXXVII
Et eo amplius admirabantur dicentes Bene omnia fecit et surdos fecit audire et mutos loqui.
E cheios de assombro reconheciam que tudo fora ordenado com perfeição, pois onde havia fechamento surgiu escuta e onde havia mudez nasceu canto.

Verbum Domini

Reflexão:
No recolhimento do coração a escuta se purifica
A palavra nasce quando o interior se aquieta
O toque do Alto restitui a medida justa do agir
Nada falta àquele que permanece inteiro
A força verdadeira cresce no silêncio
O gesto simples harmoniza corpo e espírito
Caminhamos firmes sem dependência do ruído exterior
E cada instante se torna presença plena diante do Eterno


Versículo mais importante:

XXXIV
Et suspiciens in caelum ingemuit et ait illi Ephpheta quod est adaperire.

Erguendo o olhar para o alto, suspira do íntimo do ser e pronuncia a Palavra que abre, e nesse sopro o fechado se dissolve, os limites cedem, e a criatura desperta para a Presença que continuamente a sustenta, como se cada instante fosse criação primeira, e o interior se tornasse passagem viva para a luz que jamais cessa. (Mc 7,34)

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Evangelho: Marcos 7,24-30 - 12.02.2026

 


Evangelium secundum Marcum VII, XXIV–XXX

XXIV
Et inde surgens abiit in fines Tyri et Sidonis et ingressus domum neminem voluit scire et non potuit latere.
Erguendo-se, Ele atravessa fronteiras exteriores para revelar o caminho interior, onde nenhum segredo subsiste diante da Presença que tudo penetra.

XXV
Mulier enim statim ut audivit de eo cuius habebat filia spiritum immundum intravit et procidit ad pedes eius.
Ao ouvir o chamado, a alma aflita corre e se prostra, reconhecendo no instante a única Fonte capaz de restaurar a ordem do ser.

XXVI
Erat autem mulier gentilis Syrophoenissa genere et rogabat eum ut daemonium eiceret de filia eius.
Estrangeira aos costumes, mas próxima no coração, suplica com confiança, pois o clamor sincero ultrapassa toda distância.

XXVII
Qui dixit illi Sine prius saturari filios non est enim bonum sumere panem filiorum et mittere canibus.
A palavra prova o íntimo, convidando a consciência a amadurecer, para que o desejo se purifique antes de receber o pão verdadeiro.

XXVIII
At illa respondit et dicit ei Utique Domine nam et catelli sub mensa edunt de micis puerorum.
Humilde, ela aceita o pouco e encontra o tudo, pois quem consente com o real descobre abundância no menor fragmento de luz.

XXIX
Et ait illi Propter hunc sermonem vade exiit daemonium de filia tua.
A confiança torna-se ponte invisível, e a harmonia retorna sem ruído, como aurora que dissipa a noite.

XXX
Et cum abisset domum suam invenit puellam iacentem supra lectum et daemonium exisse.
Ao regressar, contempla a paz restituída, sinal de que o eterno já operava silenciosamente no coração do instante.

Verbum Domini

Reflexão
No recolhimento do espírito, cada passo torna-se retorno ao princípio.
A prova educa o desejo e fortalece a firmeza interior.
Nada do que é essencial depende do ruído do mundo.
O coração que consente com o real encontra serenidade.
Aceitar o limite abre espaço para o infinito agir.
A confiança alinha o ser com a ordem que sustenta tudo.
O instante presente guarda a plenitude que não passa.
Assim caminhamos íntegros, guiados pela luz que nasce de dentro.


Versículo mais importrante:

XXIX
Et ait illi Propter hunc sermonem vade exiit daemonium de filia tua.

E Ele lhe disse: pela inteireza da tua palavra, segue em paz, pois, no mesmo instante em que confiaste, a restauração já se cumpriu. Aquilo que parecia distante realizou-se no agora eterno, onde a presença divina age antes mesmo do movimento dos passos e, silenciosamente, recompõe o ser em sua origem. (Mc 7,29)

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Evangelho: Marcos 7,14-23 - 11.02.2026

 


Evangelium secundum Marcum VII, XIV–XXIII

XIV
Et advocans iterum turbam, dicebat illis: Audite me omnes, et intelligite.
Escutai com o ouvido do espírito e recolhei a mente ao centro do ser, pois a verdadeira compreensão nasce do silêncio interior.

XV
Nihil est extra hominem introiens in eum, quod possit eum coinquinare: sed quae de homine exeunt, illa sunt quae coinquinant hominem.
Nada do exterior macula a essência que procede do Alto, mas o que brota do íntimo revela a desordem ou a pureza do coração.

XVI
Si quis habet aures audiendi, audiat.
Quem possui escuta desperta volte-se para dentro e perceba a voz que atravessa todo instante.

XVII
Et cum introisset in domum a turba, interrogabant eum discipuli eius parabolam.
No recolhimento da morada interior, os discípulos buscam sentido, pois a verdade se desvela longe do ruído.

XVIII
Et ait illis: Sic et vos imprudentes estis Non intelligitis quia omne extrinsecus introiens in hominem non potest eum coinquinare
Ainda presos às aparências, esqueceis que o ser não se define pelo que o toca de fora, mas pelo que consente por dentro.

XIX
Quia non introit in cor eius sed in ventrem, et in secessum exit purgans omnes escas.
O que é apenas matéria segue seu curso e se dissipa, mas o coração permanece como fonte do que perdura.

XX
Dicebat autem quoniam quae de homine exeunt illa coinquinant hominem.
As obras nascem do interior invisível e revelam a qualidade da alma que as gera.

XXI
Ab intus enim de corde hominum cogitationes malae procedunt adulteria fornicationes homicidia
Do íntimo emergem pensamentos turvos quando a consciência se afasta da luz que a sustenta.

XXII
Furta avaritiae nequitiae dolus impudicitia oculus malus blasphemia superbia stultitia
Essas sombras são movimentos de um espírito disperso que esqueceu sua origem e se fragmentou em desejos.

XXIII
Omnia haec mala ab intus procedunt et coinquinant hominem.
Tudo isso nasce no interior desordenado, e somente a retidão silenciosa pode restaurar a limpidez primeira.

Verbum Domini

Reflexão
No recolhimento do culto a alma aprende que a pureza é obra do interior e não das circunstâncias
O coração atento governa seus impulsos como quem vigia uma chama delicada
Nada externo domina aquele que permanece fiel ao centro do próprio ser
Cada escolha torna-se exercício de domínio e clareza
O instante presente revela a eternidade que sustenta todas as coisas
A serenidade nasce quando o querer se harmoniza com a ordem do Alto
Assim o espírito caminha firme entre perdas e ganhos sem se dispersar
E a vida transforma-se em oferenda silenciosa diante do Eterno


Versículo mais importante:

Evangelium secundum Marcum VII, XXIII

XXIII
Omnia haec mala ab intus procedunt, et coinquinant hominem.

Tudo o que obscurece o ser nasce do interior; não é o mundo que desordena a alma, mas o consentimento íntimo que se afasta do Centro. Quando o coração se recolhe ao Agora eterno, a fonte se purifica, e o homem reencontra sua forma primeira diante de Deus, onde cada pensamento é semente de luz ou de sombra. (Mc 7,23)

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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Evangelho: Marcos 7,1-13 - 10.02.2026

 


Evangelium secundum Marcum VII, I–XIII

I
Et conveniunt ad eum pharisaei et quidam de scribis, venientes ab Hierosolymis.
Reúnem-se diante do Mestre as vozes da antiga forma, trazendo o peso da memória e do costume, como pensamentos que retornam ao centro da consciência.

II
Et cum vidissent quosdam ex discipulis eius communibus manibus, id est non lotis, manducare panes, vituperaverunt.
Vendo mãos não purificadas, julgam a aparência, esquecendo que a raiz do homem não se mede pela superfície, mas pelo interior que sustenta o gesto.

III
Pharisaei enim et omnes Iudaei nisi crebro lavent manus non manducant, tenentes traditionem seniorum.
Seguem repetições herdadas, buscando segurança nos ritos, como se a repetição externa pudesse aquietar o vazio do coração.

IV
Et a foro nisi baptizentur non comedunt et alia multa sunt quae acceperunt servanda, baptismata calicum et urceorum et aeramentorum et lectorum.
Multiplicam purificações, lavando objetos e formas, enquanto o íntimo pede uma fonte mais alta, invisível e perene.

V
Et interrogant eum pharisaei et scribae quare discipuli tui non ambulant iuxta traditionem seniorum sed communibus manibus manducant panem.
Questionam o Caminho vivo, pois o espírito fixado na regra teme o sopro que renova todas as coisas.

VI
At ille respondens dixit eis bene prophetavit Isaias de vobis hypocritis sicut scriptum est populus hic labiis me honorat cor autem eorum longe est a me.
Ele revela a distância entre palavra e ser, lembrando que a verdadeira honra nasce do centro silencioso onde o homem se encontra com o Eterno.

VII
In vanum autem me colunt docentes doctrinas et praecepta hominum.
O culto vazio se dissipa como fumaça, pois ensinamentos sem verdade interior não atravessam a eternidade do instante.

VIII
Relinquentes enim mandatum Dei tenetis traditionem hominum baptismata urceorum et calicum et alia similia his facitis multa.
Ao apegar-se ao acessório, perde-se o essencial, e a alma se dispersa entre sombras quando abandona a fonte que a sustenta.

IX
Et dicebat illis bene irritum facitis praeceptum Dei ut traditionem vestram servetis.
O apego rígido anula o chamado mais alto, trocando a vida que pulsa por estruturas sem respiração.

X
Moyses enim dixit honora patrem tuum et matrem tuam et qui maledixerit patri vel matri morte moriatur.
A antiga lei recorda a ordem do ser, onde gratidão e reverência mantêm íntegra a harmonia do caminho humano.

XI
Vos autem dicitis si dixerit homo patri aut matri corban quod est donum quodcumque ex me tibi profuerit.
Contudo, criam palavras que desviam o sentido, transformando oferta em desculpa e afastando o cuidado concreto.

XII
Et ultra non dimittitis eum quidquam facere patri suo aut matri.
Assim, o coração se fecha, incapaz de agir com retidão, preso a justificativas que obscurecem a consciência.

XIII
Rescindentes verbum Dei per traditionem vestram quam tradidistis et similia huiusmodi multa facitis.
Ao romper a Palavra viva, multiplicam-se gestos ocos, mas a Verdade permanece, chamando cada ser ao recolhimento autêntico.

Verbum Domini

Reflexão:
No silêncio do coração cessa a disputa das formas
A pureza nasce de dentro como fonte que não se esgota
O gesto simples vale mais que a máscara elaborada
Quem vigia a si mesmo não se perde em aparências
A lei interior orienta cada passo com serenidade
O instante presente contém toda a plenitude do ser
Aceitar o real com firmeza dissipa a inquietação
Assim a vida torna-se oferta contínua diante do Inefável


Versículo mais importante:

VI
At ille respondens dixit eis: Bene prophetavit Isaias de vobis hypocritis, sicut scriptum est: Populus hic labiis me honorat, cor autem eorum longe est a me.

Ele, porém, responde e desvela o descompasso do ser: este povo eleva palavras, mas habita longe do próprio centro; pois só no coração recolhido o homem permanece diante do Eterno, onde o instante não passa e a presença se torna verdadeira adoração. (Mc 7,6)

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