sábado, 20 de junho de 2026

EVANGELHO - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 7,1-5 - 22.06.2026

 Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

12ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”


II. Acclamatio ad Evangelium
Hebr. 4,12

R. Alleluia, alleluia, alleluia.

V. Vivus est enim sermo Dei et efficax, et penetrabilior omni gladio ancipiti; discernens cogitationes et intentiones cordis.

Aclamação ao Evangelho
Hb 4,12

R. Aleluia, aleluia, aleluia.

V. A Palavra do Senhor permanece viva e operante, atravessando as profundezas da alma com uma força que nada pode deter. Ela ilumina os recantos mais ocultos do ser, revelando com perfeita clareza aquilo que habita o interior do coração. Diante de sua luz, manifestam-se os pensamentos, os desejos e as intenções mais íntimas, para que tudo seja conhecido na verdade que procede de Deus.


Antes de corrigir o irmão, contempla o abismo de tua própria alma; ali, com humildade e verdade, Deus purifica o olhar, remove a trave interior e ordena o coração inteiro.



Proclamatio Sancti Evangelii Iesu Christi secundum Matthaeum, VII, I-V

I. Nolite judicare, ut non judicemini.

1. Não julgueis, para que não sejais julgados; antes, deixai que a luz divina visite o íntimo do coração e ordene o vosso olhar na verdade.

II. In quo enim judicio judicaveritis, judicabimini: et in qua mensura mensi fueritis, remetietur vobis.

2. Com a medida com que medirdes, sereis medidos; por isso, cultivai um espírito reto, para que toda sentença nasça da pureza interior e não da aparência.

III. Quid autem vides festucam in oculo fratris tui, et trabem in oculo tuo non vides?

3. Por que observas a mínima sombra no olho do teu irmão e não percebes a gravidade que ainda pesa sobre o teu próprio coração?

IV. Aut quomodo dicis fratri tuo: Sine ejiciam festucam de oculo tuo; et ecce trabs est in oculo tuo?

4. Como podes oferecer correção ao outro, se dentro de ti permanece aquilo que obscurece a visão e impede a paz do juízo justo?

V. Hypocrita, ejice primum trabem de oculo tuo, et tunc videbis ejicere festucam de oculo fratris tui.

5. Remove primeiro o que te divide por dentro, e então teu olhar será limpo para servir com verdade, compaixão e retidão ao teu irmão.

Verbum Domini.

Reflexão

O olhar purificado nasce do recolhimento e da vigilância interior.
Quem se volta para dentro aprende a medir com justiça e mansidão.
A verdade não humilha; ela revela e pacifica o que estava escondido.
Toda alma amadurece quando aceita ser examinada em silêncio.
O coração livre do excesso vê sem violência e corrige sem dureza.
A reta consciência abre passagem para decisões mais puras.
No secreto da alma, Deus prepara a visão que não condena.
E somente então o próximo é visto na dignidade que lhe foi dada.


Versículo mais importante:

V. Hypocrita, ejice primum trabem de oculo tuo, et tunc videbis ejicere festucam de oculo fratris tui. (Matth. VII, 5)

5. Remove primeiro aquilo que obscurece o teu próprio olhar, permitindo que a verdade divina restaure a visão interior da alma. Então poderás contemplar com clareza aquilo que deve ser corrigido no teu irmão, não segundo aparências passageiras, mas à luz da ordem mais profunda que conduz todas as coisas ao seu verdadeiro sentido. (Mateus 7, 5)

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

EVANGELHO - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 10,26-33 - 21.06.2026

 Domingo, 21 de Junho de 2026

12º Domingo do Tempo Comum, Ano A

Hoje, omite-se a Memória de São Luís Gonzaga, religioso


“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”


II. Acclamatio ad Evangelium (Io 15,26b.27a)

R. Alleluia, alleluia, alleluia.

V. Spiritus veritatis testimonium perhibebit de me;
et vos testimonium perhibebitis.

R. Alleluia, alleluia, alleluia.

Aclamação ao Evangelho (Jo 15,26b.27a)

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.

V. O Espírito da Verdade dará testemunho de Mim, revelando aos corações aquilo que procede do Pai e permanece para além das mudanças do mundo. E vós também dareis testemunho, pois fostes chamados a permanecer na luz de Minha presença e a manifestar, em toda parte, a verdade que vos foi confiada.

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.


Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, pois a vida verdadeira não se encerra nos limites da matéria. A alma permanece sustentada pela Luz eterna, onde nenhuma força transitória pode alcançar sua origem nem extinguir seu destino.



Proclamatio Evangelii Iesu Christi secundum Matthaeum, X, XXVI-XXXIII

XXVI. Ne ergo timueritis eos. Nihil enim est opertum, quod non revelabitur: et occultum, quod non scietur.

26. Não temais aqueles que vivem apenas das aparências, porque nada permanecerá velado para sempre. Tudo o que se encontra oculto será manifestado, e toda verdade encontrará o seu momento de revelação.

XXVII. Quod dico vobis in tenebris, dicite in lumine: et quod in aure auditis, prædicate super tecta.

27. Aquilo que vos é confiado no recolhimento interior, proclamai na claridade. E o que é recebido no silêncio profundo da alma, anunciai com coragem e fidelidade.

XXVIII. Et nolite timere eos qui occidunt corpus, animam autem non possunt occidere: sed potius timete eum, qui potest et animam et corpus perdere in gehennam.

28. Não temais aqueles que podem atingir somente o corpo, pois a essência mais profunda do ser permanece além de seu alcance. Conservai antes a reverência diante dAquele que conhece plenamente o destino da alma e de toda a existência.

XXIX. Nonne duo passeres asse veneunt? et unus ex illis non cadet super terram sine Patre vestro.

29. Não se vendem dois pardais por uma pequena moeda? Contudo, nenhum deles cai por terra sem que esteja sob o olhar atento do Pai, que sustenta toda a criação.

XXX. Vestri autem capilli capitis omnes numerati sunt.

30. Quanto a vós, até mesmo os fios de vossos cabelos são conhecidos e contados, porque nada de vossa existência escapa ao conhecimento divino.

XXXI. Nolite ergo timere: multis passeribus meliores estis vos.

31. Portanto, não tenhais medo. Vossa vida possui um valor que ultrapassa aquilo que os olhos humanos conseguem perceber.

XXXII. Omnis ergo qui confitebitur me coram hominibus, confitebor et ego eum coram Patre meo, qui in cælis est.

32. Todo aquele que Me reconhecer diante dos homens será também reconhecido por Mim diante de Meu Pai que está nos céus, pois a fidelidade gravada na alma permanece além das circunstâncias passageiras.

XXXIII. Qui autem negaverit me coram hominibus, negabo et ego eum coram Patre meo, qui in cælis est.

33. Mas aquele que Me negar diante dos homens será também negado diante de Meu Pai que está nos céus, porque a verdade exige correspondência sincera entre o interior da alma e suas escolhas.

Verbum Domini.

Reflexão

O temor perde sua força quando a alma contempla aquilo que não se desgasta com o tempo.
A verdade não necessita de pressa, pois sua luz amadurece silenciosamente até manifestar-se plenamente.
A serenidade nasce quando o coração deixa de depender das oscilações do mundo exterior.
Nenhuma adversidade possui poder para apagar aquilo que foi inscrito nas profundezas do espírito.
A firmeza interior cresce quando a consciência permanece unida ao bem que reconhece como verdadeiro.
A integridade sustenta os passos mesmo quando os caminhos parecem incertos.
Quem permanece fiel à luz recebida encontra direção em meio às mudanças da existência.
E a alma descobre sua verdadeira paz quando repousa naquilo que permanece para sempre.


Versículo mais importante:

XXVIII. Et nolite timere eos qui occidunt corpus, animam autem non possunt occidere: sed potius timete eum, qui potest et animam et corpus perdere in gehennam. (Matthæum X, XXVIII)

28. Não temais aqueles que podem atingir apenas o corpo, pois não possuem domínio sobre aquilo que subsiste para além das mudanças e dos limites da matéria. Conservai antes uma reverência profunda diante dAquele que conhece o destino integral do ser e diante de cuja presença toda existência encontra seu verdadeiro significado e sua medida eterna. (Mateus 10,28)

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

EVANGELHO - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 6,24-34 - 20.06.2026

 Sábado, 20 de Junho de 2026

11ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.” 


Acclamatio ad Evangelium

Ad Corinthios VIII,IX

R. Alleluia, alleluia, alleluia.
V. Scitis enim gratiam Domini nostri Iesu Christi, quoniam propter vos egenus factus est, cum esset dives, ut illius inopia vos divites essetis.

Aclamação ao Evangelho

2Cor 8,9

R. Aleluia, aleluia, aleluia.
V. Vós conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo: sendo rico, por amor de vós tornou-se pobre, para que, pela sua pobreza, fôsseis enriquecidos.

A riqueza que procede de Deus não se mede pelos bens que passam, mas pela plenitude que permanece. O Filho Eterno, possuindo toda a abundância da glória divina, assumiu livremente a condição humana e caminhou entre os homens na simplicidade e na humildade. Em sua aparente pobreza manifestou-se uma riqueza maior, capaz de restaurar o coração, iluminar a consciência e conduzir a alma à comunhão com o Eterno. Assim, aquilo que parece despojamento torna-se fonte de plenitude, e aquilo que parece perda revela-se caminho para a verdadeira herança que não se corrompe.


Não vos preocupeis com o amanhã, pois o Eterno sustenta o agora, e sua providência silenciosa abre, na oração, o caminho da paz, da confiança e da plenitude interior eterna.



Proclamatio Evangelii Iesu Christi secundum Matthaeum VI, XXIV-XXXIV

Texto latino conforme a Bíblia Sacra Vulgata Clementina em Mt 6,24-34.

XXIV Nemo potest duobus dominis servire : aut enim unum odio habebit, et alterum diliget : aut unum sustinebit, et alterum contemnet. Non potestis Deo servire et mammonæ.

24 Ninguém pode servir a dois senhores, pois ou odiará um e amará o outro, ou sustentará um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.

XXV Ideo dico vobis, ne solliciti sitis animæ vestræ quid manducetis, neque corpori vestro quid induamini. Nonne anima plus est quam esca, et corpus plus quam vestimentum?

25 Por isso vos digo: não vos entregueis à inquietação quanto à vossa alma, sobre o que haveis de comer, nem quanto ao vosso corpo, sobre o que haveis de vestir. Não é a alma mais que o alimento, e o corpo mais que a veste?

XXVI Respicite volatilia cæli, quoniam non serunt, neque metunt, neque congregant in horrea : et Pater vester cælestis pascit illa. Nonne vos magis pluris estis illis?

26 Olhai as aves do céu: não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros, e vosso Pai celeste as sustenta. Não sois vós muito mais do que elas?

XXVII Quis autem vestrum cogitans potest adjicere ad staturam suam cubitum unum?

27 Quem dentre vós, por mais que se desgaste em pensamentos, pode acrescentar um côvado à sua estatura?

XXVIII Et de vestimento quid solliciti estis ? Considerate lilia agri quomodo crescunt : non laborant, neque nent.

28 E por que vos inquietais com o vestuário? Considerai os lírios do campo, como crescem: não trabalham nem tecem.

XXIX Dico autem vobis, quoniam nec Salomon in omni gloria sua coopertus est sicut unum ex istis.

29 Mas eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um só deles.

XXX Si autem fœnum agri, quod hodie est, et cras in clibanum mittitur, Deus sic vestit, quanto magis vos modicæ fidei?

30 Se, pois, Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais fará por vós, homens de pouca fé?

XXXI Nolite ergo solliciti esse, dicentes : Quid manducabimus, aut quid bibemus, aut quo operiemur ?

31 Não vos preocupeis, pois, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?

XXXII hæc enim omnia gentes inquirunt. Scit enim Pater vester, quia his omnibus indigetis.

32 Porque todas essas coisas os gentios procuram. Vosso Pai celeste sabe que delas necessitais.

XXXIII Quærite ergo primum regnum Dei, et justitiam ejus : et hæc omnia adjicientur vobis.

33 Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

XXXIV Nolite ergo solliciti esse in crastinum. Crastinus enim dies sollicitus erit sibi ipsi : sufficit diei malitia sua.

34 Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu próprio peso.

Verbum Domini.

Reflexão

O coração encontra repouso quando cessa de disputar com o instante
A alma amadurece no silêncio que recebe cada dia como dom
O necessário se revela a quem caminha com serenidade interior
Nada se perde quando a confiança ordena os pensamentos
O excesso enfraquece, mas a medida purifica o olhar
Quem guarda paz em si não se torna escravo do amanhã
A providência sustenta o que a ansiedade não consegue alcançar
E o espírito permanece firme quando se entrega ao Alto


Versículo mais importante:

XXXIII Quærite ergo primum regnum Dei, et justitiam ejus: et hæc omnia adjicientur vobis. (Matthæum VI, XXXIII)

33 Buscai, antes de tudo, o Reino de Deus e a sua justiça, pois, quando a alma se orienta para a realidade eterna que sustenta todos os instantes, cada necessidade encontra o seu devido lugar e todas as demais coisas são acrescentadas segundo a perfeita ordem da Providência. (Mateus 6,33)

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quarta-feira, 17 de junho de 2026

EVANGELHO - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 6,19-23 - 19.06.2026

 Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

11ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II) 


“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”


Acclamatio ad Evangelium
Mt V,III

R. Alleluia, alleluia, alleluia.

V. Beati pauperes spiritu, quoniam ipsorum est regnum caelorum.

Aclamação ao Evangelho
Mt 5,3

R. Aleluia, aleluia, aleluia.

V. Bem-aventurados os que reconhecem, diante do Eterno, a própria pequenez e dependência da Fonte de toda a vida, pois neles já começa a manifestar-se o Reino dos Céus. Não se apoiam na ilusão da autossuficiência nem nas riquezas passageiras do mundo, mas permanecem abertos à plenitude que desce do Alto. Por isso, seus corações tornam-se morada da Presença divina, e a luz do Reino resplandece neles desde agora, conduzindo-os à comunhão sem fim com Deus.


Onde repousa aquilo que a alma mais contempla, ali também se estabelece o centro silencioso de sua existência. O coração segue a realidade que reconhece como permanente, orientando-se para a luz que não passa e para os bens que permanecem além das mudanças do mundo.



Proclamatio Evangelii Iesu Christi secundum Matthaeum VI, XIX-XXIII

XIX Nolite thesaurizare vobis thesauros in terra : ubi ærugo, et tinea demolitur : et ubi fures effodiunt, et furantur.

19 Não acumuleis para vós tesouros na terra, onde a corrupção consome, onde a fragilidade do tempo desfaz, e onde o furto do mundo interrompe a posse passageira.

XX Thesaurizate autem vobis thesauros in cælo, ubi neque ærugo, neque tinea demolitur, et ubi fures non effodiunt, nec furantur.

20 Entesourai, porém, para vós tesouros no céu, onde nada se corrompe, nada se consome, e nenhum roubo alcança o que permanece para sempre.

XXI Ubi enim est thesaurus tuus, ibi est et cor tuum.

21 Pois onde está o teu tesouro, ali também repousa o teu coração, orientado para aquilo que reconhece como verdadeiro, duradouro e supremo.

XXII Lucerna corporis tui est oculus tuus. Si oculus tuus fuerit simplex, totum corpus tuum lucidum erit.

22 A lâmpada do teu corpo é o teu olho. Se o teu olhar for íntegro, todo o teu ser será iluminado pela clareza que vem do Alto.

XXIII Si autem oculus tuus fuerit nequam, totum corpus tuum tenebrosum erit. Si ergo lumen, quod in te est, tenebræ sunt : ipsæ tenebræ quantæ erunt ?

23 Mas, se o teu olhar for desviado, todo o teu ser permanecerá envolto em sombras. Se, pois, a luz que há em ti se tornar treva, quão grandes serão essas trevas.

Verbum Domini

Reflexão

O coração se eleva para aquilo que guarda em segredo.
O olhar interior decide a qualidade da morada da alma.
Tudo o que passa perde o peso diante do que permanece.
A reta simplicidade protege o íntimo contra a dispersão.
Quem se desapega do efêmero encontra um centro mais alto.
A paz nasce quando o ser não se divide entre muitos senhores.
A luz verdadeira ordena o interior e pacifica o passo.
Somente o que está unido ao eterno sustenta o homem por inteiro.


Versícilo mais importante:

XXI Ubi enim est thesaurus tuus, ibi est et cor tuum. (Matthaeum VI, 21)

21 Pois onde repousa o tesouro que a alma reconhece como seu bem mais elevado, ali também habita o coração, orientando silenciosamente toda a existência para aquilo que considera permanente. Quando o espírito se volta para os bens que não se desgastam com a passagem dos dias, encontra um centro estável que transcende as mudanças do mundo e permanece unido à realidade que não passa. (Mateus 6, 21)

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terça-feira, 16 de junho de 2026

EVANGELHO - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 6,7-15 - 18.06.2026

 Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

11ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”


Acclamatio ad Evangelium — Rom VIII, XVbc

Biblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam:

R. Alleluia, alleluia, alleluia.
V. Spiritum adoptionis accepistis, in quo clamamus: Abba, Pater.

Aclamação ao Evangelho — Rm 8,15bc

R. Aleluia, aleluia, aleluia.
V. Recebestes o Espírito de adoção, por meio do qual elevamos nossa voz ao Pai e, na confiança dos filhos, clamamos: Abba, Pai.

Pois não fomos chamados para permanecer distantes, como estrangeiros diante do Mistério, mas para participar da intimidade daquele que, desde toda a eternidade, nos conhece e nos ama. O Espírito recebido não é apenas um dom concedido ao coração humano; é a presença que nos conduz à comunhão filial, fazendo ressoar em nossa alma a certeza de que pertencemos Àquele que é a Fonte de toda vida. Assim, ao pronunciarmos “Abba, Pai”, não repetimos apenas uma palavra sagrada, mas respondemos ao chamado divino que nos acolhe como filhos em sua eterna misericórdia.


A oração nasce no silêncio mais profundo da alma, onde o ser se volta para sua Origem eterna. Nela, o coração transcende o instante passageiro e participa da comunhão viva com Aquele que sustenta todas as coisas.



Proclamatio Evangelii Iesu Christi secundum Matthaeum VI, VII-XV

Texto latino conforme a Biblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.

VII
Orantes autem, nolite multum loqui, sicut ethnici, putant enim quod in multiloquio suo exaudiantur.

7
Ao orardes, não multipliqueis palavras, como fazem os gentios, pois imaginam que serão ouvidos pela abundância do falar.

VIII
Nolite ergo assimilari eis : scit enim Pater vester, quid opus sit vobis, antequam petatis eum.

8
Não vos assemelheis a eles, porque o vosso Pai sabe do que precisais, antes mesmo que Lho peçais.

IX
Sic ergo vos orabitis : Pater noster, qui es in cælis, sanctificetur nomen tuum.

9
Assim, pois, rezareis: Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome.

X
Adveniat regnum tuum ; fiat voluntas tua, sicut in cælo et in terra.

10
Venha o vosso reino; faça-se a vossa vontade, assim no céu como na terra.

XI
Panem nostrum supersubstantialem da nobis hodie,

11
Dai-nos hoje o nosso pão supersubstancial, o pão que sustenta a alma para além de toda carência.

XII
et dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris.

12
E perdoai-nos as nossas dívidas, assim como também nós perdoamos aos que nos devem.

XIII
Et ne nos inducas in tentationem, sed libera nos a malo. Amen.

13
E não nos deixeis entrar em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

XIV
Si enim dimiseritis hominibus peccata eorum : dimittet et vobis Pater vester cælestis delicta vestra.

14
Se perdoardes aos homens as suas faltas, também o vosso Pai celeste vos perdoará as vossas faltas.

XV
Si autem non dimiseritis hominibus : nec Pater vester dimittet vobis peccata vestra.

15
Mas, se não perdoardes aos homens, também o vosso Pai não vos perdoará os vossos pecados.

Verbum Domini.

Reflexão

A oração recolhe a alma dispersa e a conduz ao centro do silêncio.
A palavra justa vale mais do que o ruído apressado.
O céu começa onde o coração se rende à verdade.
Quem aprende a pedir com pureza aprende também a esperar.
O pão de hoje educa a alma para a confiança serena.
O perdão desata os nós invisíveis que obscurecem o interior.
A firmeza do espírito nasce do domínio sobre si mesmo.
E tudo encontra repouso quando a vontade humana se abre ao Eterno.


Versículo mais importante:

IX

Sic ergo vos orabitis: Pater noster, qui es in cælis, sanctificetur nomen tuum. (Matthæum VI, IX)

9

Assim, portanto, deveis orar. Pai nosso, que estais nos Céus, fazei resplandecer em nós a santidade do vosso Nome. Que a alma, ao voltar-se para Vós, ultrapasse as inquietações passageiras e encontre a realidade perene que sustenta todas as épocas e todos os instantes. Na invocação do Pai, o coração reconhece sua verdadeira origem e participa da comunhão que não se limita ao curso dos dias, mas permanece viva na eternidade divina. (Mateus 6,9)

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

EVANGELHO - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 6,1-6.16-18 - 17.06.2026

 Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

11ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II) 


“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”


Acclamatio ad Evangelium
Ioannes 14,23

R. Alleluia, alleluia, alleluia.

V. Si quis diligit me, sermonem meum servabit; et Pater meus diliget eum, et ad eum veniemus.

R. Aleluia, aleluia, aleluia.

V. Aquele que verdadeiramente me ama conservará fielmente a minha palavra, acolhendo-a no mais profundo do coração e permanecendo nela com perseverança. Então meu Pai o amará com amor eterno, e nós iremos até ele, fazendo nele nossa morada, para que viva na comunhão da Presença divina que não passa e permanece para sempre.


O Pai contempla os movimentos invisíveis da alma e conhece os tesouros silenciosos cultivados no íntimo do ser. Na comunhão do eterno, Sua recompensa manifesta-se como plenitude, luz interior e proximidade divina.



Proclamatio Evangelii Iesu Christi secundum Matthaeum, VI, I-VI, XVI-XVIII.

I. Attendite ne justitiam vestram faciatis coram hominibus, ut videamini ab eis: alioquin mercedem non habebitis apud Patrem vestrum qui in caelis est.

  1. Guardai-vos de praticar a vossa justiça diante dos homens, com a intenção de serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai, que está nos céus.

II. Cum ergo facis eleemosynam, noli tuba canere ante te, sicut hypocritae faciunt in synagogis, et in vicis, ut honorificentur ab hominibus. Amen dico vobis, receperunt mercedem suam.
2. Quando, pois, deres esmola, não faças soar a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados pelos homens. Em verdade vos digo, já receberam a sua recompensa.

III. Te autem faciente eleemosynam, nesciat sinistra tua quid faciat dextera tua:
3. Mas, quando tiveres dado a esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita.

IV. ut sit eleemosyna tua in abscondito, et Pater tuus, qui videt in abscondito, reddet tibi.
4. Assim, a tua esmola permanecerá no oculto, e teu Pai, que vê no oculto, te dará a recompensa.

V. Et cum oratis, non eritis sicut hypocritae qui amant in synagogis et in angulis platearum stantes orare, ut videantur ab hominibus: amen dico vobis, receperunt mercedem suam.
5. Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que amam rezar de pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo, já receberam a sua recompensa.

VI. Tu autem cum oraveris, intra in cubiculum tuum, et clauso ostio, ora Patrem tuum in abscondito: et Pater tuus, qui videt in abscondito, reddet tibi.
6. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu Pai no oculto; e teu Pai, que vê no oculto, te dará a recompensa.

XVI. Cum autem jejunatis, nolite fieri sicut hypocritae, tristes. Exterminant enim facies suas, ut appareant hominibus jejunantes. Amen dico vobis, quia receperunt mercedem suam.
16. Quando jejuardes, não sejais como os hipócritas, que ficam tristes. Desfiguram o rosto para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo, já receberam a sua recompensa.

XVII. Tu autem, cum jejunas, unge caput tuum, et faciem tuam lava,
17. Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto,

XVIII. ne videaris hominibus jejunans, sed Patri tuo, qui est in abscondito: et Pater tuus, qui videt in abscondito, reddet tibi.
18. para não parecer aos homens que jejuas, mas somente ao teu Pai, que está no oculto; e teu Pai, que vê no oculto, te dará a recompensa.

Verbum Domini.

Reflexão:

A pureza do coração não busca aplauso.
O bem vivido em segredo amadurece diante de Deus.
A oração verdadeira recolhe a alma e a torna firme.
O silêncio interior guarda a intenção reta.
A renúncia purifica o olhar e ordena o desejo.
O que é oferecido no oculto permanece diante do Eterno.
A paz nasce quando a vontade se submete ao bem.
Quem se sustenta na retidão não depende do ruído dos homens.


Versículo mais importante:

Proclamatio Sancti Evangelii secundum Matthaeum, VI, VI

VI. Tu autem cum oraveris, intra in cubiculum tuum, et clauso ostio, ora Patrem tuum in abscondito: et Pater tuus, qui videt in abscondito, reddet tibi. (Matthaeum VI, VI)

  1. Tu, porém, quando orares, recolhe-te ao santuário interior da tua alma e, afastando-te das dispersões exteriores, volta-te para a Presença que habita o mais profundo do ser. Então o Pai, que contempla os movimentos invisíveis do coração e conhece o que permanece oculto aos olhos do mundo, manifestará em ti a plenitude de Sua luz e de Sua comunhão. (Mateus 6, 6)

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domingo, 14 de junho de 2026

EVANGELHO - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,43-48 - 16.06.2026

 Terça-feira, 16 de Junho de 2026

11ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II) 


“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”


Acclamatio ad Evangelium
Ioannem 13,34

R. Alleluia, alleluia, alleluia.

V. Mandatum novum do vobis: ut diligatis invicem, sicut dilexi vos.
(Joannes 13,34 — Biblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam)

Aclamação ao Evangelho
Jo 13,34

R. Aleluia, aleluia, aleluia.

V. Eu vos entrego um mandamento novo: que vos ameis mutuamente, não segundo a medida limitada dos afetos humanos, mas conforme o amor com que vos tenho amado desde o princípio. Permanecei nesse amor que procede de Deus, sustenta a alma em seu caminho e une os corações na mesma luz, para que a vida divina se manifeste em vós e através de vós.


Amai os vossos inimigos, pois, no fogo silencioso da caridade, Deus purifica o coração, vence a sombra interior e faz nascer, na eternidade, a paz que transcende toda ofensa humana.



Proclamatio Evangelii Iesu Christi secundum Matthaeum, V, XLIII-XLVIII

XLIII Audistis quia dictum est. Diliges proximum tuum, et odio habebis inimicum tuum.
43. Ouvistes o que foi dito. Amarás o teu próximo, e terás repulsa pelo teu inimigo.

XLIV Ego autem dico vobis. Diligite inimicos vestros, benefacite his qui oderunt vos, et orate pro persequentibus et calumniantibus vos.
44. Eu, porém, vos digo. Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e vos acusam.

XLV Ut sitis filii Patris vestri, qui in cælis est. Qui solem suum oriri facit super bonos et malos, et pluit super justos et injustos.
45. Assim vos tornareis filhos do vosso Pai, que está nos céus. Ele faz nascer o seu sol sobre bons e maus e faz cair a chuva sobre justos e injustos.

XLVI Si enim diligitis eos qui vos diligunt, quam mercedem habebitis? nonne et publicani hoc faciunt?
46. Se amais apenas os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem também o mesmo os publicanos?

XLVII Et si salutaveritis fratres vestros tantum, quid amplius facitis? nonne et ethnici hoc faciunt?
47. E se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem também o mesmo os povos que não conhecem o Senhor?

XLVIII Estote ergo vos perfecti, sicut et Pater vester cælestis perfectus est.
48. Sede, pois, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celeste.

Verbum Domini

Reflexão

O amor não se mede pelo retorno imediato, mas pela firmeza interior diante da prova.
A alma cresce quando não se curva ao impulso da ofensa.
Há um bem mais alto que o cálculo e mais vasto que a reação.
Quem guarda a paz no íntimo já vence a dispersão do mundo.
A caridade purifica o olhar e alarga o coração.
O silêncio obediente torna-se lugar de luz.
Cada gesto fiel antecipa uma plenitude que não passa.
E o coração, assim conduzido, aprende a permanecer no alto.


Versículo mais importante:

O versículo central desta passagem é geralmente considerado o versículo XLIV, pois nele se encontra o núcleo do ensinamento de Cristo sobre a transformação interior do coração.

XLIV Ego autem dico vobis: diligite inimicos vestros, benefacite his qui oderunt vos, et orate pro persequentibus et calumniantibus vos. (Matthaeum V, XLIV)

  1. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos rejeitam e elevai vossa oração por aqueles que vos perseguem e vos acusam, pois o amor que procede de Deus transcende as limitações das paixões humanas e conduz a alma à plenitude da sua verdadeira vocação, tornando-a participante da paz que permanece além das mudanças e conflitos do mundo. (Mateus 5,44)

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