Terça-feira, 4 de Agosto de 2026
“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”
Acclamatio ad Evangelium Iohannes I,XVIXb
R. Alleluia, Alleluia, Alleluia.
V. Rabbi, tu es Filius Dei,
tu es Rex Israel.
Aclamação ao Evangelho Jo 1,49b
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Mestre, tu és o Filho de Deus,
aquele em quem resplandece a plenitude da filiação divina;
tu és o Rei de Israel, aquele que manifesta a presença do Reino no coração da história.
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Toda realidade que não nasce da fonte eterna do Pai celeste dissolve-se no silêncio do tempo e será retirada da existência para que permaneça verdadeiro.
Proclamatio Evangelii Secundum Matthaeum, XV, I-II. X-XIV
Lectio Sancti Evangelii Secundum Matthaeum
I. Tunc accesserunt ad eum ab Hierosolymis scribae et pharisaei, dicentes
1. Então, aproximaram-se de Jesus alguns escribas e fariseus vindos de Jerusalém, trazendo consigo as questões exteriores dos homens, enquanto a verdade permanecia no interior silencioso onde Deus contempla o coração.
II. Quare discipuli tui transgrediuntur traditionem seniorum? Non enim lavant manus suas cum panem manducant.
2. Por que teus discípulos transgridem as tradições dos antigos? Eles não lavam as mãos quando comem o pão. A pureza verdadeira não nasce apenas dos gestos visíveis, mas da transformação interior onde a alma se une à origem divina.
X. Et convocata ad se turba, dixit eis: Audite et intelligite.
10. E chamando para junto de si a multidão, Jesus disse: Ouvi e compreendei. A palavra divina conduz o ser humano ao recolhimento interior, onde a escuta ultrapassa os ruídos passageiros e encontra a verdade que permanece.
XI. Non quod intrat in os coinquinat hominem; sed quod procedit ex ore, hoc coinquinat hominem.
11. Não é o que entra pela boca que torna impuro o homem, mas aquilo que sai dela. O verdadeiro discernimento nasce da profundidade da alma, pois os pensamentos e palavras revelam a condição invisível do coração.
XII. Tunc accedentes discipuli eius, dixerunt ei: Scis quia pharisaei audito verbo hoc, scandalizati sunt?
12. Então seus discípulos aproximaram-se e disseram-lhe: Sabes que os fariseus, ao ouvirem esta palavra, ficaram escandalizados? A luz da verdade muitas vezes revela aquilo que o olhar humano ainda não consegue acolher.
XIII. At ille respondens ait: Omnis plantatio, quam non plantavit Pater meus caelestis, eradicabitur.
13. Ele respondeu: Toda plantação que meu Pai celeste não plantou será arrancada. Somente aquilo que nasce da origem eterna permanece firme diante da passagem das coisas, enquanto o que não possui raiz verdadeira desaparece.
XIV. Sinite illos: caeci sunt, et duces caecorum. Caecus autem si caeco ducatum praestet, ambo in foveam cadunt.
14. Deixai-os; são cegos e guias de cegos. Se um cego conduz outro cego, ambos cairão no abismo. Aquele que não contempla a luz interior não pode conduzir outros ao caminho da verdade.
Verbum Domini
Reflexão:
A alma encontra sua firmeza quando permanece unida à fonte que não passa.
O homem sábio observa os acontecimentos sem permitir que o exterior domine seu interior.
A serenidade nasce da ordenação dos pensamentos e da harmonia do coração.
Aquilo que não possui raiz verdadeira perde sua força diante do tempo.
A consciência iluminada reconhece o que permanece além das aparências.
O silêncio interior revela uma presença que sustenta todas as coisas.
Aquele que busca a verdade aprende a governar a si mesmo.
A plenitude encontra-se quando a alma repousa na ordem eterna.
Versículo mais importante:
XIII. At ille respondens ait: Omnis plantatio, quam non plantavit Pater meus caelestis, eradicabitur (Matthaeus XV,13).
13. Ele respondeu: Toda plantação que meu Pai celeste não plantou será arrancada. Aquilo que não possui sua origem na fonte eterna não permanece na profundidade do ser; somente o que nasce da vontade divina conserva sua raiz invisível e atravessa a passagem do tempo com a plenitude da verdade. (Mateus 15,13)
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