Quinta-feira, 23 de Julho de 2026
“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”
Acclamatio ad Evangelium
cf. Matth. 11,25
R. Alleluia, alleluia, alleluia.
V. Gratias tibi ago, Pater, Domine caeli et terrae, quia abscondisti haec a sapientibus et prudentibus, et revelasti ea parvulis.
Aclamação ao Evangelho
cf. Mt 11,25
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Eu vos dou graças, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultastes estas realidades àqueles que confiam apenas na própria sabedoria e no próprio entendimento, e as revelastes aos que conservam o coração simples e disponível para acolher a vossa luz. Neles, a verdade amadurece em silêncio, até manifestar-se no tempo oportuno segundo a vossa eterna vontade.
A vós foi concedido contemplar os mistérios do Reino dos Céus, onde a verdade permanece velada no silêncio, amadurece na eternidade e resplandece ao espírito segundo o desígnio divino.
Proclamatio Evangelii Iesu Christi secundum Matthaeum, XIII, X-XVII
X. Et accedentes discipuli dixerunt ei: Quare in parabolis loqueris eis?
10. Então os discípulos aproximaram-se e lhe perguntaram por que falava a eles por meio de parábolas.
XI. Qui respondens, ait illis: Quia vobis datum est nosse mysteria regni caelorum, illis autem non est datum.
11. Ele respondeu-lhes que a vós foi concedido conhecer os mistérios do Reino dos Céus, enquanto a eles ainda não foi dada essa graça.
XII. Qui enim habet, dabitur ei, et abundabit: qui autem non habet, et quod habet auferetur ab eo.
12. Porque àquele que acolhe, ainda mais será dado, e ficará em abundância; mas daquele que não acolhe, até mesmo o que julga possuir lhe será retirado.
XIII. Ideo in parabolis loquor eis: quia videntes non vident, et audientes non audiunt, neque intelligunt.
13. Por isso lhes falo em parábolas, pois, vendo, não percebem, e ouvindo, não escutam, nem compreendem.
XIV. Et adimpletur in eis prophetia Isaiae, dicentis: Auditu audietis, et non intelligetis: et videntes videbitis, et non videbitis.
14. Neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz que ouvireis sem compreender, e vereis sem verdadeiramente ver.
XV. Incrassatum est enim cor populi hujus, et auribus graviter audierunt, et oculos suos clauserunt: nequando videant oculis, et auribus audiant, et corde intelligant, et convertantur, et sanem eos.
15. Porque o coração deste povo se tornou pesado, e seus ouvidos se fecharam ao chamado, e seus olhos se recolheram, para que não vejam com os olhos, nem oiçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, nem se voltem, e Eu os cure.
XVI. Vestri autem beati oculi quia vident, et aures vestrae quia audiunt.
16. Felizes, porém, são os vossos olhos, porque veem, e os vossos ouvidos, porque escutam.
XVII. Amen quippe dico vobis, quia multi prophetae et justi cupierunt videre quae videtis, et non viderunt: et audire quae auditis, et non audierunt.
17. Em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, e ouvir o que ouvis, e não ouviram.
Verbum Domini
Reflexão
A verdade amadurece no silêncio antes de ser reconhecida.
O coração simples percebe o que o ruído encobre.
Nem toda visão alcança o sentido do que contempla.
O ouvido atento recebe mais do que sons.
O que é profundo não se impõe, manifesta-se.
A alma ordenada suporta o tempo da espera.
Quem permanece fiel ao interior não se perde no exterior.
E a luz, quando chega, revela o que já vinha sendo preparado.
Versículo mais importante:
O versículo central desta passagem é tradicionalmente o versículo XI, pois nele Cristo revela a razão pela qual alguns recebem a compreensão dos mistérios do Reino.
XI. Qui respondens, ait illis: Quia vobis datum est nosse mysteria regni caelorum, illis autem non est datum. (Matth. XIII, 11)
11. Ele, respondendo, disse-lhes. A vós foi concedido conhecer os mistérios do Reino dos Céus, pois o espírito que permanece disponível acolhe aquilo que amadurece silenciosamente na sabedoria divina e se manifesta quando chega sua plenitude. Aos outros, porém, esse conhecimento ainda não lhes foi concedido. (Mt 13,11)
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