quarta-feira, 17 de junho de 2026

EVANGELHO - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 6,19-23 - 19.06.2026

 Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

11ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II) 


“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”


Acclamatio ad Evangelium
Mt V,III

R. Alleluia, alleluia, alleluia.

V. Beati pauperes spiritu, quoniam ipsorum est regnum caelorum.

Aclamação ao Evangelho
Mt 5,3

R. Aleluia, aleluia, aleluia.

V. Bem-aventurados os que reconhecem, diante do Eterno, a própria pequenez e dependência da Fonte de toda a vida, pois neles já começa a manifestar-se o Reino dos Céus. Não se apoiam na ilusão da autossuficiência nem nas riquezas passageiras do mundo, mas permanecem abertos à plenitude que desce do Alto. Por isso, seus corações tornam-se morada da Presença divina, e a luz do Reino resplandece neles desde agora, conduzindo-os à comunhão sem fim com Deus.


Onde repousa aquilo que a alma mais contempla, ali também se estabelece o centro silencioso de sua existência. O coração segue a realidade que reconhece como permanente, orientando-se para a luz que não passa e para os bens que permanecem além das mudanças do mundo.



Proclamatio Evangelii Iesu Christi secundum Matthaeum VI, XIX-XXIII

XIX Nolite thesaurizare vobis thesauros in terra : ubi ærugo, et tinea demolitur : et ubi fures effodiunt, et furantur.

19 Não acumuleis para vós tesouros na terra, onde a corrupção consome, onde a fragilidade do tempo desfaz, e onde o furto do mundo interrompe a posse passageira.

XX Thesaurizate autem vobis thesauros in cælo, ubi neque ærugo, neque tinea demolitur, et ubi fures non effodiunt, nec furantur.

20 Entesourai, porém, para vós tesouros no céu, onde nada se corrompe, nada se consome, e nenhum roubo alcança o que permanece para sempre.

XXI Ubi enim est thesaurus tuus, ibi est et cor tuum.

21 Pois onde está o teu tesouro, ali também repousa o teu coração, orientado para aquilo que reconhece como verdadeiro, duradouro e supremo.

XXII Lucerna corporis tui est oculus tuus. Si oculus tuus fuerit simplex, totum corpus tuum lucidum erit.

22 A lâmpada do teu corpo é o teu olho. Se o teu olhar for íntegro, todo o teu ser será iluminado pela clareza que vem do Alto.

XXIII Si autem oculus tuus fuerit nequam, totum corpus tuum tenebrosum erit. Si ergo lumen, quod in te est, tenebræ sunt : ipsæ tenebræ quantæ erunt ?

23 Mas, se o teu olhar for desviado, todo o teu ser permanecerá envolto em sombras. Se, pois, a luz que há em ti se tornar treva, quão grandes serão essas trevas.

Verbum Domini

Reflexão

O coração se eleva para aquilo que guarda em segredo.
O olhar interior decide a qualidade da morada da alma.
Tudo o que passa perde o peso diante do que permanece.
A reta simplicidade protege o íntimo contra a dispersão.
Quem se desapega do efêmero encontra um centro mais alto.
A paz nasce quando o ser não se divide entre muitos senhores.
A luz verdadeira ordena o interior e pacifica o passo.
Somente o que está unido ao eterno sustenta o homem por inteiro.


Versícilo mais importante:

XXI Ubi enim est thesaurus tuus, ibi est et cor tuum. (Matthaeum VI, 21)

21 Pois onde repousa o tesouro que a alma reconhece como seu bem mais elevado, ali também habita o coração, orientando silenciosamente toda a existência para aquilo que considera permanente. Quando o espírito se volta para os bens que não se desgastam com a passagem dos dias, encontra um centro estável que transcende as mudanças do mundo e permanece unido à realidade que não passa. (Mateus 6, 21)

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

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