Quinta-feira, 18 de Junho de 2026
“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”
Acclamatio ad Evangelium — Rom VIII, XVbc
Biblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam:
R. Alleluia, alleluia, alleluia.
V. Spiritum adoptionis accepistis, in quo clamamus: Abba, Pater.
Aclamação ao Evangelho — Rm 8,15bc
R. Aleluia, aleluia, aleluia.
V. Recebestes o Espírito de adoção, por meio do qual elevamos nossa voz ao Pai e, na confiança dos filhos, clamamos: Abba, Pai.
Pois não fomos chamados para permanecer distantes, como estrangeiros diante do Mistério, mas para participar da intimidade daquele que, desde toda a eternidade, nos conhece e nos ama. O Espírito recebido não é apenas um dom concedido ao coração humano; é a presença que nos conduz à comunhão filial, fazendo ressoar em nossa alma a certeza de que pertencemos Àquele que é a Fonte de toda vida. Assim, ao pronunciarmos “Abba, Pai”, não repetimos apenas uma palavra sagrada, mas respondemos ao chamado divino que nos acolhe como filhos em sua eterna misericórdia.
A oração nasce no silêncio mais profundo da alma, onde o ser se volta para sua Origem eterna. Nela, o coração transcende o instante passageiro e participa da comunhão viva com Aquele que sustenta todas as coisas.
Proclamatio Evangelii Iesu Christi secundum Matthaeum VI, VII-XV
Texto latino conforme a Biblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.
VII
Orantes autem, nolite multum loqui, sicut ethnici, putant enim quod in multiloquio suo exaudiantur.
7
Ao orardes, não multipliqueis palavras, como fazem os gentios, pois imaginam que serão ouvidos pela abundância do falar.
VIII
Nolite ergo assimilari eis : scit enim Pater vester, quid opus sit vobis, antequam petatis eum.
8
Não vos assemelheis a eles, porque o vosso Pai sabe do que precisais, antes mesmo que Lho peçais.
IX
Sic ergo vos orabitis : Pater noster, qui es in cælis, sanctificetur nomen tuum.
9
Assim, pois, rezareis: Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome.
X
Adveniat regnum tuum ; fiat voluntas tua, sicut in cælo et in terra.
10
Venha o vosso reino; faça-se a vossa vontade, assim no céu como na terra.
XI
Panem nostrum supersubstantialem da nobis hodie,
11
Dai-nos hoje o nosso pão supersubstancial, o pão que sustenta a alma para além de toda carência.
XII
et dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris.
12
E perdoai-nos as nossas dívidas, assim como também nós perdoamos aos que nos devem.
XIII
Et ne nos inducas in tentationem, sed libera nos a malo. Amen.
13
E não nos deixeis entrar em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
XIV
Si enim dimiseritis hominibus peccata eorum : dimittet et vobis Pater vester cælestis delicta vestra.
14
Se perdoardes aos homens as suas faltas, também o vosso Pai celeste vos perdoará as vossas faltas.
XV
Si autem non dimiseritis hominibus : nec Pater vester dimittet vobis peccata vestra.
15
Mas, se não perdoardes aos homens, também o vosso Pai não vos perdoará os vossos pecados.
Verbum Domini.
Reflexão
A oração recolhe a alma dispersa e a conduz ao centro do silêncio.
A palavra justa vale mais do que o ruído apressado.
O céu começa onde o coração se rende à verdade.
Quem aprende a pedir com pureza aprende também a esperar.
O pão de hoje educa a alma para a confiança serena.
O perdão desata os nós invisíveis que obscurecem o interior.
A firmeza do espírito nasce do domínio sobre si mesmo.
E tudo encontra repouso quando a vontade humana se abre ao Eterno.
Versículo mais importante:
IX
Sic ergo vos orabitis: Pater noster, qui es in cælis, sanctificetur nomen tuum. (Matthæum VI, IX)
9
Assim, portanto, deveis orar. Pai nosso, que estais nos Céus, fazei resplandecer em nós a santidade do vosso Nome. Que a alma, ao voltar-se para Vós, ultrapasse as inquietações passageiras e encontre a realidade perene que sustenta todas as épocas e todos os instantes. Na invocação do Pai, o coração reconhece sua verdadeira origem e participa da comunhão que não se limita ao curso dos dias, mas permanece viva na eternidade divina. (Mateus 6,9)
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