6º DOMINGO DA PÁSCOA
“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”
Aclamação do Evangelho
Proclamatio Sancti Evangelii secundum Ioannem XIV, XV-XXI
XV. Si diligitis me, mandata mea servate.
15. Se permaneceis unidos à presença do Cristo, guardareis interiormente aquilo que conduz a alma à ordem eterna e à integridade do ser.
XVI. Et ego rogabo Patrem, et alium Paraclitum dabit vobis ut maneat vobiscum in aeternum.
16. O Cristo intercede junto ao Pai para que a consciência humana receba a presença consoladora que permanece além das mudanças do mundo passageiro.
XVII. Spiritum veritatis, quem mundus non potest accipere quia non videt eum nec scit eum. Vos autem cognoscetis eum quia apud vos manebit et in vobis erit.
17. O Espírito da verdade não pode ser reconhecido pela consciência presa apenas às aparências transitórias. Contudo, aqueles que cultivam o recolhimento interior reconhecerão sua presença viva dentro de si.
XVIII. Non relinquam vos orphanos veniam ad vos.
18. O Cristo não abandona a alma que busca a verdade. Sua presença silenciosa permanece junto daqueles que conservam o coração vigilante.
XIX. Adhuc modicum et mundus me iam non videt. Vos autem videtis me quia ego vivo et vos vivetis.
19. O mundo limitado às aparências já não reconhece a luz eterna. Porém, a consciência desperta percebe a vida que permanece além da matéria transitória.
XX. In illo die vos cognoscetis quia ego sum in Patre meo et vos in me et ego in vobis.
20. Na plenitude da compreensão espiritual, a alma reconhecerá sua união profunda com a presença divina que sustenta toda existência.
XXI. Qui habet mandata mea et servat ea ille est qui diligit me. Qui autem diligit me diligetur a Patre meo et ego diligam eum et manifestabo ei meipsum.
21. Aquele que preserva interiormente a verdade manifesta união autêntica com o Cristo. E à consciência fiel será revelada a presença divina em profundidade silenciosa.
Verbum Domini
Reflexão
A passagem revela que a verdadeira permanência espiritual nasce da união silenciosa entre a consciência humana e a presença divina.
O homem amadurece interiormente quando aprende a conservar a verdade acima das oscilações do mundo exterior.
Existe uma presença invisível que sustenta a alma mesmo quando os sentidos não conseguem compreender plenamente o caminho.
A serenidade interior floresce quando a consciência deixa de depender apenas das aparências transitórias da existência.
O Espírito da verdade manifesta-se no recolhimento daquele que permanece atento à luz silenciosa do eterno.
A alma que acolhe essa presença aprende a atravessar as dificuldades sem perder a integridade do coração.
A verdadeira dignidade humana nasce quando o ser reconhece sua origem na realidade divina que permanece incorruptível.
Assim, o homem encontra estabilidade profunda ao conservar interiormente a verdade que o une à presença eterna do Cristo.
Versículo mais importante:
XVII. Spiritum veritatis, quem mundus non potest accipere quia non videt eum nec scit eum. Vos autem cognoscetis eum quia apud vos manebit et in vobis erit.
(Ioannem XIV, XVII)
17. O Espírito da verdade não pode ser acolhido pela consciência aprisionada apenas ao movimento das aparências passageiras, porque ela perdeu a percepção da presença invisível que sustenta a existência. Porém, aqueles que cultivam o recolhimento interior reconhecerão a permanência da luz divina, pois ela habitará silenciosamente na profundidade do ser e permanecerá viva na alma vigilante.
(João 14,17)
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