terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Evangelho: Mateus 9,14-15 - 20.02.2026

 


Evangelium secundum Matthaeum IX, XIV–XV

XIV
Tunc accesserunt ad eum discipuli Ioannis, dicentes Quare nos et pharisaei ieiunamus frequenter, discipuli autem tui non ieiunant

Então aproximam-se os discípulos de João e perguntam por que praticam o jejum com constância, enquanto os teus não jejuam. No interior desta pergunta ecoa a busca por sentido, pois o coração humano deseja compreender o ritmo oculto da Presença que orienta cada ato.

XV
Et ait illis Iesus Numquid possunt filii sponsi lugere quandiu cum illis est sponsus Venient autem dies cum auferetur ab eis sponsus et tunc ieiunabunt

Jesus responde que não podem entristecer-se os filhos das núpcias enquanto o Esposo está com eles. Há um tempo de plenitude e um tempo de espera. Quando a Presença parece velar-se, nasce o jejum que purifica a alma e a reconduz ao centro onde o Eterno sustenta cada instante.

Verbum Domini

Reflexão

O coração aprende que a medida da vida não está na aparência do rito, mas na consonância interior com o Bem.
Quando a Presença é percebida, a alegria torna-se estado de firmeza silenciosa.
Quando ela parece distante, o recolhimento amadurece a consciência.
O verdadeiro jejum é ordenar os afetos segundo a razão iluminada.
Nada externo domina quem governa a si mesmo.
A ausência aparente educa o desejo e fortalece o espírito.
Assim a alma permanece estável tanto na abundância quanto na espera.
E cada instante acolhido com retidão participa da eternidade que o sustenta.


Versículo mais importante:

Evangelium secundum Matthaeum IX, XV

XV
Et ait illis Iesus Numquid possunt filii sponsi lugere quandiu cum illis est sponsus Venient autem dies cum auferetur ab eis sponsus et tunc ieiunabunt

E disse-lhes Jesus: Podem, acaso, os filhos das núpcias entristecer-se enquanto o Esposo está com eles? Virão, porém, dias em que o Esposo lhes será velado; e então jejuarão.

Enquanto a Presença se manifesta, o instante torna-se plenitude que participa do Eterno. Quando, contudo, ela parece retirar-se, o coração é chamado ao recolhimento, que atravessa o fluxo das horas e se ancora no Agora que não passa. O jejum transforma-se, assim, em vigília interior, na qual a alma aprende que a verdadeira comunhão não depende do tempo que transcorre, mas da permanência silenciosa no centro onde Deus é. (Mt 9,15)

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

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