sábado, 31 de outubro de 2026

EVANGELHO - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,1-12a - 01.11.2026

 Domingo, 1 de Novembro de 2026

Todos os Santos, Solenidade, Ano A
31ª Semana do Tempo Comum


“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”


Evangelium secundum Matthaeum XI, XXVIII

R. Alleluia, alleluia, alleluia.

V. Venite ad me omnes qui laboratis et onerati estis, et ego reficiam vos.

Aclamação ao Evangelho. Mateus 11,28

R. Aleluia, aleluia, aleluia.

V. Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados pelo peso de vossas fadigas, e eu vos darei o repouso que restaura vosso ser, diz o Senhor.


Alegrai-vos e exultai, pois, na presença do Senhor, a plenitude que vos aguarda nos céus manifesta a alegria eterna preparada para aqueles que permanecem fiéis.



Evangelium secundum Matthaeum V, I-XIIa

I. Videns autem Jesus turbas, ascendit in montem, et cum sedisset, accesserunt ad eum discipuli ejus,

1. Ao contemplar as multidões, Jesus subiu à montanha e, depois de se sentar, seus discípulos aproximaram-se dele.

II. Et aperiens os suum docebat eos dicens:

2. Então, abrindo os lábios, começou a ensiná-los, revelando-lhes a palavra que procede da sabedoria divina.

III. Beati pauperes spiritu: quoniam ipsorum est regnum cælorum.

3. Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Na simplicidade interior, seu ser permanece aberto à plenitude de Deus.

IV. Beati mites: quoniam ipsi possidebunt terram.

4. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Na serenidade do coração, encontram a firmeza que não depende da força exterior.

V. Beati qui lugent: quoniam ipsi consolabuntur.

5. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Na profundidade de suas dores, encontrarão a consolação que nasce da presença de Deus.

VI. Beati qui esuriunt et sitiunt justitiam: quoniam ipsi saturabuntur.

6. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Seu desejo de verdade encontrará em Deus a plenitude que verdadeiramente satisfaz.

VII. Beati misericordes: quoniam ipsi misericordiam consequentur.

7. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Aquele que acolhe o outro com um coração compassivo permanece aberto à misericórdia divina.

VIII. Beati mundo corde: quoniam ipsi Deum videbunt.

8. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Na transparência da interioridade, o olhar se torna capaz de reconhecer a presença divina.

IX. Beati pacifici: quoniam filii Dei vocabuntur.

9. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Neles, a harmonia interior manifesta a presença daquele que é a própria paz.

X. Beati qui persecutionem patiuntur propter justitiam: quoniam ipsorum est regnum cælorum.

10. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Sua fidelidade à verdade permanece firme, mesmo diante das adversidades.

XI. Beati estis cum maledixerint vobis, et persecuti vos fuerint, et dixerint omne malum adversum vos mentientes, propter me:

11. Bem-aventurados sereis quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem toda espécie de mal contra vós.

XII. Gaudete, et exsultate, quoniam merces vestra copiosa est in cælis.

12. Alegrai-vos e exultai, pois é grande a recompensa que vos está reservada nos Céus. A alegria que nasce da fidelidade ao Senhor encontra sua plenitude na eternidade de Deus.

Verbum Domini.

R. Laus tibi, Christe.

Reflexão:

A bem-aventurança revela uma realidade que ultrapassa as aparências e alcança a profundidade do ser.
O Reino de Deus manifesta-se na interioridade que permanece voltada para a verdade eterna.
A mansidão, a misericórdia e a pureza do coração expressam a presença divina na existência.
Cada instante acolhido em Deus adquire uma profundidade que não se perde na sucessão dos acontecimentos.
Aquele que conserva a serenidade interior não entrega sua essência às instabilidades do mundo.
A verdadeira alegria não depende das circunstâncias, mas da comunhão com aquilo que permanece.
Na presença do Eterno, cada bem-aventurança encontra sua origem e sua realização.
Assim, a vida torna-se manifestação da plenitude divina, que habita o coração aberto à presença do Senhor.


Versículo mais importante:

Proclamatio Sancti Evangelii secundum Matthaeum V, I-XIIa

VIII. Beati mundo corde: quoniam ipsi Deum videbunt. (Matthaeus V, VIII)

8. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Na transparência de sua interioridade, o ser se abre à presença divina e contempla, na plenitude de sua origem, Aquele que permanece eternamente. (Mateus 5,8)

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

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