sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Evangelho: Lucas 169-15 - 08.11.2025

 


Dominica XXV per Annum — Evangelium secundum Lucam 16,9-15

9. Et ego vobis dico: facite vobis amicos de mammona iniquitatis, ut, cum defeceritis, recipiant vos in æterna tabernacula.
E eu vos digo: fazei para vós amigos com as riquezas da injustiça, para que, quando elas faltarem, vos recebam nas moradas eternas.

10. Qui fidelis est in minimo, et in majori fidelis est; et qui in modico iniquus est, et in majori iniquus est.
Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco, também é injusto no muito.

11. Si ergo in iniquo mammona fideles non fuistis, quod verum est, quis credet vobis?
Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas injustas, quem vos confiará as verdadeiras?

12. Et si in alieno fideles non fuistis, quod vestrum est, quis dabit vobis?
E se não fostes fiéis no que é de outrem, quem vos dará o que é vosso?

13. Nemo servus potest duobus dominis servire: aut enim unum odiet et alterum diliget, aut uni adhaerebit et alterum contemnet. Non potestis Deo servire et mammonae.
Nenhum servo pode servir a dois senhores: porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.

14. Audiebant autem omnia hæc pharisæi, qui erant avari, et deridebant eum.
Os fariseus, que eram avarentos, ouviam todas essas coisas e zombavam dele.

15. Et ait illis: Vos estis, qui justificatis vosmetipsos coram hominibus; Deus autem novit corda vestra: quia quod hominibus altum est, abominatio est ante Deum.
E ele lhes disse: Vós sois os que vos justificais diante dos homens; mas Deus conhece os vossos corações, pois o que é exaltado entre os homens é abominação diante de Deus.

Verbum Domini

Reflexão:
A fidelidade nasce do domínio de si e floresce na retidão das intenções. Quem ordena sua vontade segundo o bem torna-se senhor de sua própria natureza, e não escravo das circunstâncias. O verdadeiro valor não se mede pela posse, mas pela harmonia entre o que se é e o que se faz. Servir a um único princípio interior é libertar-se das amarras do desejo e do temor. Assim, o uso dos bens torna-se meio de comunhão e não de domínio. A alma que permanece íntegra no pouco já participa da ordem eterna que sustenta todas as coisas.


Versículo mais importante:

Versiculus praecipuus — Evangelium secundum Lucam 16,13

13. Nemo servus potest duobus dominis servire: aut enim unum odiet et alterum diliget, aut uni adhaerebit et alterum contemnet. Non potestis Deo servire et mammonae.
Nenhum servo pode servir a dois senhores: porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.(Lc 16:13)

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quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Evangelho: Lucas 16:1-8 - 07.11.2025

 


Dominica XXV per Annum – Evangelium secundum Lucam 16,1-8

  1. Dicebat autem et ad discipulos suos: Homo quidam dives habebat villicum, et hic diffamatus est apud illum quasi dissipasset bona ipsius.
    E dizia também aos seus discípulos: Um homem rico tinha um administrador, e este foi acusado diante dele de desperdiçar os seus bens.

  2. Et vocavit illum, et ait illi: Quid hoc audio de te? Redde rationem villicationis tuæ: iam enim non poteris villicare.
    E, chamando-o, disse: Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não poderás mais administrar.

  3. Ait autem villicus intra se: Quid faciam, quia dominus meus aufert a me villicationem? Fodere non valeo, mendicare erubesco.
    Então o administrador disse consigo: Que farei, pois meu senhor me tira a administração? Cavar não posso, e tenho vergonha de mendigar.

  4. Scio quid faciam, ut cum amotus fuero a villicatione, recipiant me in domos suas.
    Já sei o que farei, para que, quando for tirado da administração, me recebam em suas casas.

  5. Convocatis itaque singulis debitoribus domini sui, dicebat primo: Quantum debes domino meo?
    Chamando então um por um os devedores de seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor?

  6. At ille dixit: Centum cados olei. Dixitque illi: Accipe cautionem tuam, et sede cito, scribe quinquaginta.
    Ele respondeu: Cem barris de azeite. O administrador disse: Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve cinquenta.

  7. Deinde alii dixit: Tu vero quantum debes? Qui ait: Centum coros tritici. Ait illi: Accipe litteras tuas, et scribe octoginta.
    Depois disse a outro: E tu, quanto deves? Ele respondeu: Cem medidas de trigo. Disse-lhe: Toma o teu recibo e escreve oitenta.

  8. Et laudavit dominus villicum iniquitatis, quia prudenter fecisset: quia filii huius sæculi prudentiores filiis lucis in generatione sua sunt.
    E o senhor elogiou o administrador desonesto por ter agido com prudência, pois os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da luz em sua geração.

Verbum Domini

Reflexão:
A parábola revela que a sabedoria não está em acumular, mas em discernir o valor do que é passageiro. O administrador, mesmo em falta, compreende que a vida exige ação inteligente diante da transitoriedade. Assim também a alma deve gerir o tempo e os dons que recebe, não com medo, mas com lucidez. A matéria é apenas instrumento; o essencial é a retidão da intenção. O verdadeiro poder nasce do autodomínio, e a verdadeira riqueza, do uso justo do que nos foi confiado. Quem serve ao bem comum torna-se luz no caminho que conduz à ordem do Eterno.


Versículo mais importante:

Evangelium secundum Lucam 16,8

8. Et laudavit dominus villicum iniquitatis, quia prudenter fecisset: quia filii huius sæculi prudentiores filiis lucis in generatione sua sunt.
E o senhor elogiou o administrador desonesto por ter agido com prudência; pois os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da luz em sua geração.(Lc 16:8)

Este versículo é o núcleo da parábola, pois revela o contraste entre a esperteza humana e a sabedoria espiritual. Ele convida à reflexão sobre a forma como cada alma administra os dons que recebe — não com astúcia egoísta, mas com consciência lúcida e justa diante da eternidade.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Evangelho: Lucas 15:1-10 - 06.11.2025

 


Dominus Misit Filium Suum

Evangelium secundum Joannem 3, 16–17 — ex Vulgata

16. Sic enim dilexit Deus mundum, ut Filium suum unigenitum daret: ut omnis qui credit in eum, non pereat, sed habeat vitam aeternam.
Porque Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

17. Non enim misit Deus Filium suum in mundum ut iudicet mundum, sed ut salvetur mundus per ipsum.
Pois Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por meio dele.

Verbum Domini

Reflexão:
Pertencer a Deus é reconhecer que o sentido da vida não se constrói pela posse, mas pela entrega. O Filho, vindo do alto, revela que o verdadeiro poder nasce da renúncia, e que a luz só ilumina quando se deixa consumir pelo amor. Aquele que crê, não teme o tempo nem o destino, pois compreende que o existir é comunhão com a fonte que gera todas as coisas. Cada ato de fé é um retorno silencioso ao princípio. Assim, quem ama, vive em harmonia com o cosmos, e quem serve à verdade, torna-se livre na essência do ser.


Versículo mais importante:

Evangelium secundum Joannem

3,16
Sic enim dilexit Deus mundum, ut Filium suum unigenitum daret: ut omnis qui credit in eum, non pereat, sed habeat vitam aeternam.
Porque Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.(Jo 3:16)

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terça-feira, 4 de novembro de 2025

Evangelho: Lucas 14:25-33 - 05.11.2025

 


Evangelium secundum Lucam 14,25-33

De renuntiatione omnium quae possidentur

  1. Ibant autem turbae multae cum eo: et conversus dixit ad illos:
    Grandes multidões acompanhavam Jesus, e ele, voltando-se, disse-lhes:

  2. Si quis venit ad me, et non odit patrem suum, et matrem, et uxorem, et filios, et fratres, et sorores, adhuc autem et animam suam, non potest meus esse discipulus.
    Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua esposa, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até mesmo a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

  3. Et qui non baiulat crucem suam, et venit post me, non potest meus esse discipulus.
    E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo.

  4. Quis enim ex vobis volens turrem aedificare, non prius sedens computat sumptus, si habeat ad perficiendum?
    Pois qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro para calcular as despesas e ver se tem o suficiente para terminá-la?

  5. Ne postea, cum posuerit fundamentum, et non potuerit perficere, omnes qui vident incipiant illudere ei,
    Para que, depois de lançar o alicerce e não poder concluí-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele,

  6. Dicentes: Quia hic homo coepit aedificare, et non potuit consummare.
    Dizendo: Este homem começou a construir e não pôde terminar.

  7. Aut quis rex iturus committere bellum adversus alium regem, non sedens prius cogitat, si possit cum decem millibus occurrere ei, qui cum viginti millibus venit ad se?
    Ou qual rei, indo guerrear contra outro rei, não se senta primeiro para considerar se pode, com dez mil, enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?

  8. Alioquin, adhuc illo longe agente, legationem mittens rogat ea, quae pacis sunt.
    De outro modo, enquanto o outro ainda está longe, envia uma embaixada para pedir condições de paz.

  9. Sic ergo omnis ex vobis, qui non renuntiat omnibus quae possidet, non potest meus esse discipulus.
    Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo.

Verbum Domini

Reflexão:
A verdadeira renúncia não nasce da perda, mas da clareza interior que reconhece o que é essencial. Quem calcula o custo do caminho aprende que a liberdade só floresce onde o apego se desfaz. Amar a Deus acima de tudo é compreender que nada nos pertence, e tudo é chamado ao serviço do amor. Carregar a cruz é assumir a responsabilidade do próprio destino com serenidade. Assim, o espírito aprende a edificar em si a torre da consciência. O discipulado é o exercício da vontade iluminada, onde a entrega se torna força e o despojamento, sabedoria.


Versículo mais importante:

Evangelium secundum Lucam 14,27

  1. Et qui non baiulat crucem suam, et venit post me, non potest meus esse discipulus.
    E quem não carrega sua cruz e vem após mim, não pode ser meu discípulo.(Lc 14:27)

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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Evangelho: Lucas 14:15-24 - 04.11.2025

 


Dominica XXVIII per Annum — Evangelium secundum Lucam 14,15-24

  1. Audiens autem quidam de simul discumbentibus hæc dixit illi: Beatus qui manducabit panem in regno Dei.
    Ao ouvir isso, um dos que estavam à mesa disse-lhe: Feliz aquele que comer o pão no Reino de Deus.

  2. At ipse dixit ei: Homo quidam fecit coenam magnam et vocavit multos.
    Ele, porém, respondeu: Um homem deu um grande banquete e convidou muitos.

  3. Et misit servum suum hora coenae dicere invitatis ut venirent, quia jam parata sunt omnia.
    E enviou seu servo, à hora do banquete, para dizer aos convidados que viessem, pois tudo já estava preparado.

  4. Et coeperunt simul omnes excusare. Primus dixit ei: Villam emi, et necesse habeo exire et videre illam; rogo te, habe me excusatum.
    Mas todos, a uma só voz, começaram a escusar-se. O primeiro disse: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; peço-te que me dispenses.

  5. Et alter dixit: Juga boum emi quinque, et eo probare illa; rogo te, habe me excusatum.
    Outro disse: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-los; peço-te que me dispenses.

  6. Et alius dixit: Uxorem duxi, et ideo non possum venire.
    E outro disse: Casei-me e por isso não posso ir.

  7. Et reversus servus nuntiavit haec domino suo. Tunc iratus paterfamilias dixit servo suo: Exi cito in plateas et vicos civitatis, et pauperes ac debiles, et caecos et claudos introduc huc.
    O servo voltou e contou isso ao seu senhor. Então o dono da casa, irado, disse: Sai depressa pelas praças e ruas da cidade e traz aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos.

  8. Et ait servus: Domine, factum est ut imperasti, et adhuc locus est.
    O servo disse: Senhor, foi feito como ordenaste, e ainda há lugar.

  9. Et ait dominus servo: Exi in vias et sepes, et compelle intrare, ut impleatur domus mea.
    O senhor disse: Sai pelos caminhos e cercas, e obriga-os a entrar, para que minha casa se encha.

  10. Dico autem vobis quod nemo virorum illorum qui vocati sunt gustabit coenam meam.
    Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete.

Verbum Domini

Reflexão:
O convite do banquete é a voz da ordem interior que chama à presença. Muitos a ignoram, presos às posses e aos afetos que os definem, e perdem o instante em que o espírito se revela. A mesa é o símbolo da comunhão com o que é verdadeiro, e o pão, a partilha da consciência desperta. O servo que busca os pobres e cegos é o impulso que conduz o ser à humildade. Aquele que aceita o chamado abandona as justificativas e encontra o silêncio fértil onde o dever e a liberdade se tornam uma só luz.


Versículo mais importante:

Evangelium secundum Lucam 14,23

  1. Et ait dominus servo: Exi in vias et sepes, et compelle intrare, ut impleatur domus mea.
    E o senhor disse ao servo: Sai pelos caminhos e cercas, e obriga-os a entrar, para que minha casa se encha.(Lc 14:23)

Este versículo é o coração da parábola, pois revela a amplitude do convite divino: ninguém é excluído do banquete da verdade. O chamado ultrapassa fronteiras, alcança os esquecidos e os dispersos, convidando cada alma a participar da plenitude que não pertence aos privilégios do mundo, mas à disposição interior de quem se abre ao amor que tudo inclui e transforma.

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domingo, 2 de novembro de 2025

Evangelho: Lucas 14:12-14 - 03.11.2025

 


Evangelium secundum Lucam 14,12-14

De humilitate et eleemosyna

12 Dicebat autem et ei, qui se invitaverat: Cum facis prandium aut cenam, noli vocare amicos tuos, neque fratres tuos, neque cognatos, neque vicinos divites, ne forte et ipsi te reinvitent, et fiat tibi retributio.
E dizia também àquele que o havia convidado: Quando deres um almoço ou um jantar, não chames teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem vizinhos ricos, para que eles não te convidem de novo e assim tenhas retribuição.

13 Sed cum facis convivium, voca pauperes, debiles, claudos, caecos;
Mas quando fizeres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos;

14 Et beatus eris, quia non habent retribuere tibi; retribuetur enim tibi in resurrectione iustorum.
E serás bem-aventurado, porque eles não têm com que te retribuir; pois serás recompensado na ressurreição dos justos.

Verbum Domini

Reflexão:
A alma generosa compreende que o bem verdadeiro não necessita de testemunhas nem de recompensas visíveis. O gesto que nasce do silêncio interior é o que mais se aproxima do divino. Ao servir sem esperar retorno, o homem liberta-se da prisão do mérito e encontra a leveza da virtude. Toda oferta sincera reflete a harmonia entre o humano e o eterno. A verdadeira nobreza floresce na simplicidade. O coração que doa aprende o sentido do tempo e da eternidade. Quem partilha o pão com o esquecido, reparte também a luz que o habita.


Versículo mais importante:

Evangelium secundum Lucam 14,14

14 Et beatus eris, quia non habent retribuere tibi; retribuetur enim tibi in resurrectione iustorum.
E serás bem-aventurado, porque eles não têm com que te retribuir; pois serás recompensado na ressurreição dos justos.(Lc 14:14)

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sábado, 1 de novembro de 2025

Evangelho: Lucas 7:11-17 - 02.11.2025

 


Dominica — Evangelium secundum Lucam 7,11–17

11 Et factum est: deinceps ibat in civitatem, quae vocatur Naim, et ibant cum eo discipuli eius et turba copiosa.
E aconteceu que, em seguida, Ele foi a uma cidade chamada Naim, e com Ele iam seus discípulos e uma grande multidão.

12 Cum autem appropinquaret portae civitatis, ecce defunctus efferebatur, filius unicus matris suae, et haec vidua erat, et turba civitatis multa cum illa.
Quando se aproximava da porta da cidade, eis que levavam um morto, filho único de sua mãe, e ela era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.

13 Quam cum vidisset Dominus, misericordia motus super ea dixit illi: “Noli flere”.
Quando o Senhor a viu, moveu-se de compaixão por ela e disse-lhe: “Não chores”.

14 Et accessit et tetigit loculum; hi autem, qui portabant, steterunt. Et ait: “Adolescens, tibi dico, surge”.
E, aproximando-se, tocou o esquife; e os que o carregavam pararam. E Ele disse: “Jovem, eu te digo, levanta-te”.

15 Et resedit, qui erat mortuus, et coepit loqui, et dedit illum matri suae.
E o que estava morto sentou-se e começou a falar, e Jesus o entregou à sua mãe.

16 Accepit autem omnes timor, et magnificabant Deum dicentes: “Propheta magnus surrexit in nobis” et “Deus visitavit plebem suam”.
O temor apoderou-se de todos, e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta surgiu entre nós” e “Deus visitou o seu povo”.

17 Et exiit hic sermo de eo in universa Iudaea et in omni regione, quae circa.
E esta notícia acerca d’Ele espalhou-se por toda a Judeia e por toda a região circunvizinha.

Verbum Domini

Reflexão:
A vida que adormece não se extingue, apenas espera o toque do Verbo que desperta. Cada gesto compassivo é uma vitória sobre a morte interior que nos endurece. O homem que observa em silêncio aprende que a força está em reerguer-se, não em dominar. O sofrimento torna-se semente de claridade quando a alma se liberta do apego ao efêmero. Assim como o jovem de Naim, renascemos sempre que o coração se abre à ordem invisível do amor. O tempo não destrói quem vive em fidelidade ao bem, pois a eternidade começa no instante em que despertamos para o sentido do ser.


Versículo mais importante:

Evangelium secundum Lucam 7,14

14 Et accessit et tetigit loculum; hi autem, qui portabant, steterunt. Et ait: “Adolescens, tibi dico, surge”.
E, aproximando-se, tocou o esquife; e os que o carregavam pararam. E Ele disse: “Jovem, eu te digo, levanta-te”.(Lc 7:14)

Este é o versículo central e mais importante do trecho, pois manifesta o poder vivificante do Verbo sobre a morte. Nele, o gesto e a palavra unem-se como expressão da força divina que restaura o ser, revelando que a vida, em sua origem, é uma dádiva eterna que jamais se extingue.

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