quarta-feira, 2 de setembro de 2026

EVANGELHO - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 5,33-39 - 04.09.2026

 Sexta-feira, 4 de Setembro de 2026

22ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


“Liturgia da Palavra com Evangelho do dia e reflexões espirituais para uso litúrgico, filosoficamente profundas, para fortalecer a fé e a vida diária, usando a
Bíblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam.”

Acclamatio ad Evangelium Ioannis VIII, XII

R. Alleluia, alleluia, alleluia.
V. Ego sum lux mundi;
qui sequitur me,
non ambulat in tenebris,
sed habebit lumen vitae.

Aclamação ao Evangelho Jo 8,12

R. Aleluia, aleluia, aleluia.
V. Eu sou a luz do mundo;
quem me segue não caminha nas trevas,
mas terá em si a luz da vida.


Quando a Presença for recolhida aos olhos do mundo, o coração descobrirá que a plenitude permanece viva no mais profundo silêncio, onde o Eterno habita.



Evangelium secundum Lucam V, XXXIII-XXXIX

XXXIII. At illi dixerunt ad eum: Quare discipuli Joannis jejunant frequenter, et obsecrationes faciunt, similiter et pharisaeorum: tui autem edunt et bibunt?

  1. Então lhe disseram: Por que os discípulos de João jejuam frequentemente e fazem orações, como também os discípulos dos fariseus, enquanto os teus comem e bebem?

XXXIV. Quibus ipse ait: Numquid potestis filios sponsi, dum cum illis est sponsus, facere jejunare?

  1. E ele lhes respondeu: Podeis acaso fazer jejuar os filhos do esposo enquanto o esposo está com eles?

XXXV. Venient autem dies, cum ablatus fuerit ab illis sponsus: tunc jejunabunt in illis diebus.

  1. Virão, porém, dias em que o esposo lhes será tirado. Então, naqueles dias, jejuarão.

XXXVI. Dicebat autem et similitudinem ad illos: Quia nemo commissuram a novo vestimento immittit in vestimentum vetus: alioquin et novum rumpit, et veteri non convenit commissura a novo.

  1. E lhes dizia também uma parábola: Ninguém coloca um remendo de veste nova em veste velha, pois, de outro modo, rasga a veste nova, e o remendo novo não se ajusta à veste antiga.

XXXVII. Et nemo mittit vinum novum in utres veteres: alioquin rumpet vinum novum utres, et ipsum effundetur, et utres peribunt.

  1. E ninguém coloca vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres, derramar-se-á, e os odres se perderão.

XXXVIII. Sed vinum novum in utres novos mittendum est, et utraque conservantur.

  1. Mas o vinho novo deve ser colocado em odres novos, e assim ambos serão conservados.

XXXIX. Et nemo bibens vetus, statim vult novum: dicit enim: Vetus melius est.

  1. E ninguém que bebeu o vinho antigo deseja imediatamente o novo, pois diz que o antigo é melhor.

Reflexão:

O instante se abre quando o coração deixa de prender-se ao que já foi e acolhe aquilo que nele começa a nascer.
A presença não pertence ao passado nem ao futuro, mas ao ponto interior onde o ser se reúne em sua origem.
O novo não destrói o que possui verdade, mas pede uma interioridade capaz de recebê-lo sem resistência.
Aquilo que permanece preso às formas antigas não reconhece a plenitude quando ela se manifesta diante de si.
O tempo profundo não se mede pela sucessão dos momentos, mas pela intensidade com que o ser habita cada instante.
Quando o coração se recolhe ao essencial, a espera deixa de ser vazio e torna-se silêncio fecundo.
Então o instante revela sua profundidade e o ser encontra, no próprio interior, uma ordem que não passa.
Ali, onde o presente é acolhido inteiramente, a vida se torna receptiva à plenitude que silenciosamente a transforma.

Verbum Domini.

Versículo mais importante:

XXXV. Venient autem dies, cum ablatus fuerit ab illis sponsus: tunc jejunabunt in illis diebus. (Lucas V, 35)

  1. Virão, porém, dias em que o esposo lhes será tirado. Então, naqueles dias, jejuarão. (Lucas 5,35)

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

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