domingo, 7 de junho de 2020

Evangelho: Mateus 5,1-12 - 08.06.2020



Aleluia, aleluia, aleluia.

Alegrai-vos, vós todos, porque grande há de ser a recompensa nos céus que um dia tereis! (Mt 5,12) – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los: 3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. 11Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim. 12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus. Do mesmo modo perseguiram os profetas que vieram antes de vós”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Montanhas são lugares santos em que Deus se manifesta. Vale aqui lembrar as várias vezes que Moisés sobe ao Sinai para receber as tábuas da Lei (cf. Ex 24,12ss). Estar sentado é posição de quem ensina, ou dos que exercem poder e governam. Com atitude solene, Jesus apresenta ao mundo (gerações presentes e futuras) as linhas mestras do seu Reino, que se apoia na Justiça. O exercício da Justiça é que deverá transformar as situações opressoras da sociedade. Esse processo transformador começou com Jesus, tem continuidade por meio dos cristãos e se concluirá no fim dos tempos, quando “Deus será tudo em todos” (cf. 1Cor 15,28). Os pobres “no Espírito” já estão nesse caminho. A primeira bem-aventurança é a locomotiva que puxa os outros vagões.

Oração
Ó Jesus Mestre, de maneira solene ensinas a teus discípulos, e a nós, os valores do Reino de Deus. Vem em nosso socorro, Senhor, e corrige nossa tendência a buscar a felicidade nos bens terrenos. Torna-nos pessoas de coração puro, a fim de colocarmos em ti toda a nossa segurança. Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))

Fonte https://www.paulus.com.br/




sábado, 6 de junho de 2020

Evangelho: João 3,16-18 - 07.06.2020



Aleluia, aleluia, aleluia.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito divino, ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém (Ap 1,8). – R.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João – 16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. – Palavra da salvação.

Reflexão:

O capítulo 3 do Evangelho de João se inicia com um diálogo entre Jesus e Nicodemos e depois se transforma num monólogo, quando Jesus se revela não apenas a Nicodemos, mas a todos. Nos três versículos do texto de hoje, Jesus revela o motivo de sua vinda ao mundo: o amor de Deus pela humanidade. O Filho de Deus veio para que as pessoas tenham vida plena; a condição exigida é a fé nele, que implica dar-lhe adesão. A acolhida do amor de Deus é um desafio à liberdade humana, que pode escolher acolhê-lo ou rejeitá-lo. Só com pessoas capazes de amar é que se podem construir verdadeiras comunidades seguidoras de Jesus. Deus, no seu Filho, oferece vida plena a toda a humanidade. Esta é convidada a acolher esse dom precioso. Ao celebrarmos a solenidade da Santíssima Trindade, revela-se a nós o amor do Pai por meio de seu Filho e comunicado pelo Espírito Santo. Essa solenidade celebra a “condescendência divina”: Deus Pai, Filho e Espírito descem juntos ao encontro da humanidade.

Oração
Ó Santíssima Trindade, Pai e Filho e Espírito Santo, acolhei nossa filial adoração; volvei para nós o vosso olhar protetor e compassivo; fortalecei entre nós os vínculos da comunhão fraterna. A nossa vida se transforme em autêntico e permanente louvor a vós. Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))

Fonte https://www.paulus.com.br/




sexta-feira, 5 de junho de 2020

Evangelho: Marcos 12,38-44 - 06.06.2020



Aleluia, aleluia, aleluia.

Felizes os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 38Jesus dizia, no seu ensinamento, à multidão: “Tomai cuidado com os doutores da lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; 39gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. 40Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação”. 41Jesus estava sentado no templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias. 42Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada. 43Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. 44Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus previne a multidão sobre as atitudes interesseiras dos doutores da Lei: Cuidado! Eles se comportam com vistas a aparecer e receber aplausos. Entretanto, o que faz Jesus ficar indignado é que eles, “com a desculpa de fazerem longas orações”, exploram as viúvas. Atitude grave. As viúvas geralmente vivem na pobreza. Mal conseguem sobreviver. Portanto, tirar delas o pouco que têm é ação abominável, contra a qual Jesus profere dura sentença: “Esses receberão condenação mais severa”. Mesmo vivendo na indigência, uma viúva deposita no cofre do Templo “tudo o que tinha para viver”. O Senhor elogia o gesto generoso e nobre da pobrezinha, enquanto censura o comportamento mesquinho dos exploradores. O que agrada a Deus, que tudo sabe e vê, é um coração sensível, capaz de partilhar.

Oração
Divino Mestre, fazes grave advertência contra os que gostam de ser bajulados pelo público e se enriquecem às custas dos pobres: “Receberão a condenação mais severa”. Depois, voltas o olhar para a “viúva pobre”, que deposita no Templo “tudo o que tinha para viver”. Não perderá sua recompensa. Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))

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quinta-feira, 4 de junho de 2020

Evangelho: Marcos 12,35-37 - 05.06.2020



Aleluia, aleluia, aleluia.

Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos (Jo 14,23). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 35Jesus ensinava no templo, dizendo: “Como é que os mestres da lei dizem que o Messias é filho de Davi? 36O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés’. 37Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?” E uma grande multidão o escutava com prazer. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Dizer que Jesus é “filho de Davi” dava a entender que o Messias/Jesus haveria de restaurar o sistema de monarquia e expulsar, por meio da força, os ocupantes estrangeiros. Jesus corrige essa doutrina com palavras atribuídas ao próprio Davi (Salmo 110,1) pronunciadas sob inspiração do Espírito Santo. Jesus é superior a Davi em dignidade  e seu reino será muito mais vasto que o de Davi (“não terá fim”). O messianismo de Jesus não é o da violência contra o povo, mas é o da entrega da própria vida em benefício de todos. Desse modo, Jesus desqualifica o ensinamento dos doutores da Lei e provoca reação favorável na multidão que o “escutava com prazer”. Escutar com prazer não é suficiente; é necessário compreender Jesus e acompanhá-lo até a cruz.

Oração
Ó Jesus Mestre, o povo esperava um Messias descendente e sucessor de Davi, poderoso guerreiro que, por meio da força, viria restaurar a glória de Israel. No entanto, és o Messias que caminha para a cruz. És, de fato, filho de Davi, mas és também o Senhor dele. És o Filho de Deus. Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))

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quarta-feira, 3 de junho de 2020

Evangelho: Marcos 12,28-34 - 04.06.2020



Aleluia, aleluia, aleluia.

Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 28um mestre da lei aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” 29Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! 31O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”. 32O mestre da lei disse a Jesus: “Muito bem, mestre! Na verdade, é como disseste: ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33Amá-lo de todo o coração, de toda a mente e com toda a força e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. 34Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência e disse: “Tu não estás longe do reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Até agora, Jesus vem sendo atacado por representantes das autoridades judaicas, com o objetivo de vê-lo cair em contradição ou posicionar-se radicalmente contra o governo. De todas as tramoias, Jesus tem-se livrado de modo brilhante, enquanto nos deixa ensinamentos perenes. No episódio aqui descrito, um doutor da Lei, de boa índole e respeitoso com Jesus, apresenta-lhe uma questão central na lei judaica: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? Com a citação de dois textos bíblicos (Dt 6,4-5; Lv 19,18), Jesus harmoniza o amor a Deus com o amor ao próximo. Não se pode amar a Deus sem amar o próximo. E o amor ao próximo é reflexo ou consequência do amor a Deus. Todas as outras leis e tradições estão submetidas a este núcleo. Ensinamento ao alcance de todos. Mais exigente é praticá-lo.

Oração
Senhor Jesus, respondes, com precisão, ao mestre da Lei sobre “qual é o primeiro de todos os mandamentos”: amar a Deus acima de todas as coisas. E a este vinculas o segundo: amar ao próximo como a si mesmo. Ajuda-nos, Senhor, a viver segundo essas duas dimensões do amor. Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))

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terça-feira, 2 de junho de 2020

Evangelho: Marcos 12,18-27 - 03.06.2020



Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu sou a ressurreição, eu sou a vida, quem crê em mim, ainda que morra, viverá (Jo 11,25s). – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 18vieram ter com Jesus alguns saduceus, os quais afirmam que não existe ressurreição, e lhe propuseram este caso: 19“Mestre, Moisés deu-nos esta prescrição: se morrer o irmão de alguém e deixar a esposa sem filhos, o irmão desse homem deve casar-se com a viúva, a fim de garantir a descendência de seu irmão. 20Ora, havia sete irmãos; o mais velho casou-se e morreu sem deixar descendência. 21O segundo casou-se com a viúva e morreu sem deixar descendência. E a mesma coisa aconteceu com o terceiro. 22E nenhum dos sete deixou descendência. Por último, morreu também a mulher. 23Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de quem será ela mulher? Porque os sete se casaram com ela!” 24Jesus respondeu: “Acaso, vós não estais enganados por não conhecerdes as Escrituras nem o poder de Deus? 25Com efeito, quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu. 26Quanto ao fato da ressurreição dos mortos, não lestes, no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou: ‘eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’? 27Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos! Vós estais muito enganados”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Os saduceus não admitiam outra vida depois da morte. Eram materialistas. O horizonte deles era esta vida e nela procuravam manter sua posição de poder e de privilégio. Ao responder ao caso proposto por eles, Jesus atinge também os fariseus. Estes acreditavam na ressurreição e em outra vida, que imaginavam como retorno à vida terrena em condições de total bem-estar. Jesus esclarece: a vida após a morte não é simples retorno ou repetição da vida anterior vivida neste mundo. Trata-se de vida em outra dimensão, “como os anjos”. Bem outro é o esquema da vida eterna. Nela não há matrimônio nem necessidade de procriação para conservar a espécie humana. Quanto à ressurreição dos mortos, a Escritura nos ilumina: o Deus de Jesus é o Deus da vida, porque sua força é a força da vida. Vida sem fim.

Oração
Senhor e Mestre, ao responderes aos saduceus, tu nos ensinas sobre a vida depois desta vida. Não há motivo para constituir família nem garantir descendência, pois seremos “como anjos nos céus”. Sem depender dos esquemas atuais, a vida assume nova dimensão. Criatividade reservada ao poder divino! Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))

Fonte https://www.paulus.com.br/





segunda-feira, 1 de junho de 2020

Evangelho: Marcos 12,13-17 - 02.06.2020



Aleluia, aleluia, aleluia.

Que o Pai do Senhor Jesus Cristo vos dê do saber o Espírito, para que conheçais a esperança reservada para vós como herança! (Ef 1,17s) – R.

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 13as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes para apanharem Jesus em alguma palavra. 14Quando chegaram, disseram a Jesus: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: é lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?” 15Jesus percebeu a hipocrisia deles e respondeu: “Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja”. 16Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?” Eles responderam: “De César”. 17Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. E eles ficaram admirados com Jesus. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Os fariseus eram contra os ocupantes romanos. Os herodianos, ao invés, eram aliados do governo de Roma. Adversários entre eles, ajuntavam-se para atacar uma presa comum, o Mestre Jesus. Queriam que ele se pronunciasse sobre a obrigação de pagar o imposto ao imperador. Prontamente, Jesus põe tudo no devido lugar. Se há imposto estabelecido, é porque os chefes judeus aceitaram o domínio do imperador, estão usando o dinheiro de César. Então “devolvam a César o que é de César”. Só renunciando a esse dinheiro deixarão de reconhecer César como senhor. Entretanto, há uma nação inteira que precisa ser respeitada e não pode sofrer e agonizar por causa dos pesados impostos (devolvam a Deus o que é de Deus). O povo é de Deus. Deus é o Senhor absoluto.

Oração
Ó Jesus Mestre, fariseus e herodianos pretendem confundir-te: estás a favor do imperador ou contra? Sabiamente te pões do lado do povo. César não é senhor absoluto. Senhor absoluto da História é Deus, a quem todos devem servir. Ensina, Senhor, nossos dirigentes a governar com justiça. Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2020 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp (dias de semana) Pe. Nilo Luza, ssp (domingos e solenidades))

Fonte https://www.paulus.com.br/