quinta-feira, 15 de julho de 2021

Evangelho: Mateus 12,14-21 - 17.07.2021




Aleluia, aleluia, aleluia.


Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; / e a nós ele entregou essa reconciliação (2Cor 5,19). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 14os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus. 15Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos. 16E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, 17para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 18“Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual coloco a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito. 19Ele não discutirá nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. 20Não quebrará o caniço rachado nem apagará o pavio que ainda fumega, até que faça triunfar o direito. 21Em seu nome as nações depositarão a sua esperança”. – Palavra da salvação.


Reflexão:


Mateus é breve e dramático. Com poucas palavras, afirma que os fariseus se reúnem para planejar a morte de Jesus. O que Jesus havia feito de errado? Os fariseus notaram que ele, desde o início, era bastante liberal ao interpretar as tradições. Mais do que isso, Jesus sabia que essas tradições se haviam tornado carga pesada para o povo. Certos sacrifícios forçados não podem agradar a Deus. É na liberdade que cada um demonstra seu amor sincero. Se cumpre a Lei porque é obrigado, onde está a virtude? Por isso é que Jesus cita o profeta Oseias (6,6): “Quero misericórdia e não sacrifício”. Porque também Deus é um Deus de misericórdia, e não um tirano pronto a castigar o mínimo deslize no cumprimento de qualquer lei. Jesus é o servo do Senhor: está a serviço do Deus misericordioso.


Oração

Ó Jesus Messias, és a manifestação histórica do servo anônimo descrito pelo profeta Isaías. Movido pelo Espírito Santo, curas a todos os que te seguem e te mostras solidário e misericordioso com os sofredores. Não corres atrás das aclamações populares; o que fazes é para agradar ao Pai. Amém.


(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)


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quarta-feira, 14 de julho de 2021

Evangelho: Mateus 12,46-50 - 16.07.2021




Aleluia, aleluia, aleluia.


Feliz quem ouve e observa a Palavra de Deus! (Lc 11,28) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem falar contigo”. 48Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” 49E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. – Palavra da salvação.


Reflexão:


Carmo é sinônimo de Carmelo, um monte da Palestina em torno do qual o profeta Elias levou o povo de Israel a descobrir a verdadeira fé, eliminando os cultos aos deuses pagãos (cf. 1Rs 18,19-46). Ao longo do século 12, o monte Carmelo começou a ser povoado por alguns homens, que mais tarde se uniram para dar vida a uma comunidade religiosa contemplativa sob a especial proteção de Nossa Senhora. Eram os rudimentos da Ordem dos Carmelitas. Conta-se que o superior-geral da ordem, São Simão Stock, teria tido, no dia 16 de julho de 1251, uma visão da Mãe de Deus, a qual lhe entregou um escapulário (pedaço do hábito religioso) com a promessa de salvação eterna. Difundida em diversas nações, com o apoio do povo, a festa da Senhora do Carmo, em 1726, foi estendida a toda a Igreja por Bento XIII.


Oração

Jesus, divino Mestre, com a visita de tua família, nos ensinas que, doravante, a proximidade contigo não se dá pelos vínculos de sangue, mas pela realização da vontade de Deus. Nossa Senhora do Carmo, tua Mãe Santíssima, nos aponta para ti, que em tudo fizeste a vontade do Pai celeste. Amém.


(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)


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terça-feira, 13 de julho de 2021

Evangelho: Mateus 11,28-30 - 15.07.2021




Aleluia, aleluia, aleluia.


Vinde a mim, todos vós que estais cansados, / e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: 28“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. – Palavra da salvação.


Reflexão:


Um olhar panorâmico sobre o mundo nos mostrará imensa multidão de gente sofredora. Boa parte do sofrimento é causada por governos opressores, dirigentes intolerantes com as religiões, má distribuição de renda, miséria. A prática do aborto, o tráfico de pessoas, o uso desenfreado e irresponsável do sexo, a não aceitação de Deus na própria vida, tudo isso concorre para sufocar a humanidade e envolvê-la na tristeza e na infelicidade. Jesus vem mostrar outro caminho. Ele pessoalmente se dispõe a conduzir os que ouvem sua voz e decidem segui-lo. Ele é manso e humilde, é nosso ombro amigo e conforto para os momentos de angústia, saída certa quando estamos desorientados. Seu coração permanece generosamente aberto para todos: “Venham a mim todos vocês que andam cansados…”.


Oração

Ó Jesus, manso e humilde de coração, que alegria para nós poder chegar perto de ti, abrir nossa alma, expor nossas dúvidas, manifestar-te os sentimentos mais íntimos, os segredos mais ocultos. És mãe, és pai, és irmão solidário, és bom conselheiro, és o único e verdadeiro amigo. Amém.


(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)


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Evangelho: Mateus 11,25-27 - 14.07.2021




Aleluia, aleluia, aleluia.


Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, / pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, / escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25) – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – 25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. – Palavra da salvação.


Reflexão:


Uma explícita oração de louvor sai do coração e dos lábios do Mestre. Qual o motivo da alegria? É o reconhecimento ao Pai pelo modo como conduz a história da salvação. Os intelectuais da época, entendidos em leis e conhecedores das Escrituras, são, em geral, avessos aos ensinamentos de Jesus. Embora tenham condições para interpretar a Lei e os Profetas, não aceitam Jesus como o Messias prometido. Pior: dificultam sua missão, opondo-lhe aberta resistência, tachando- o com apelidos ofensivos e procurando fazer a cabeça do povo simples para não o seguir. Os pobres e marginalizados, ao invés, com mais facilidade acolhem Jesus e abrem espaço para sua mensagem. São os “pequeninos” que vão compor a comunidade de Jesus e, ao longo dos séculos, difundir em toda a parte a sua mensagem de salvação.


Oração

Ó Jesus, Filho de Deus, com grande contentamento louvas ao Pai. Constatas que as pessoas sem instrução, os marginalizados, enfim, os “pequeninos” são os que mais se abrem para as propostas do Reino. Tu falas, Senhor, diretamente ao coração. Se o encontras receptivo, tua comunicação se torna eficaz. Amém.


(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)


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domingo, 4 de julho de 2021

Evangelho: Mateus 9,32-38 - 06.07.2021




Aleluia, aleluia, aleluia.


Eu sou o bom pastor, conheço minhas ovelhas / e elas me conhecem, assim fala o Senhor (Jo 10,14). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 32apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio. 33Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: “Nunca se viu coisa igual em Israel”. 34Os fariseus, porém, diziam: “É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios”. 35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade. 36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37“A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!” – Palavra da salvação.


Reflexão:


Encontramos aqui várias expressões da atividade missionária de Jesus: ele cura um endemoninhado mudo e também “toda doença e toda enfermidade”; ensina nas sinagogas; prega o Evangelho nas cidades e vilarejos; enche-se de compaixão pelas multidões “angustiadas e abandonadas”; acolhe de bom grado as aclamações do povo; ouve a absurda acusação de que ele expulsa demônio com a força do chefe dos demônios. Um trabalho intenso que empenha Jesus por inteiro: a saúde, a inteligência, a habilidade para se comunicar e, em todas as circunstâncias, sua bondade e misericórdia derramadas copiosamente sobre as multidões que vivem “como ovelhas sem pastor”. Nada mais natural que Jesus sentir e expressar a necessidade e a urgência de outros trabalhadores para a colheita. Recomenda, ainda, que os peçamos ao Senhor.


Oração

Ó Jesus Messias, enquanto a multidão se maravilha com a cura do mudo, os fariseus te acusam de expulsar demônios pelo poder do chefe dos demônios. A acusação é descabida e maldosa. Sem perder tempo com isso, segues pregando o Evangelho do Reino e curando toda enfermidade. Pelo poder de Deus. Amém.


(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)


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sábado, 3 de julho de 2021

Evangelho: Mateus 9,18-26 - 05.07.2021




Aleluia, aleluia, aleluia.


Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; / fez brilhar, pelo Evangelho, / a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – 18Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele e disse: “Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela, e ela viverá”. 19Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos. 20Nisso, uma mulher que sofria de hemorragia há doze anos veio por trás dele e tocou a barra do seu manto. 21Ela pensava consigo: “Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele, ficarei curada”. 22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: “Coragem, filha! A tua fé te salvou”. E a mulher ficou curada a partir daquele instante. 23Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão alvoroçada 24e disse: “Retirai-vos, porque a menina não morreu, mas está dormindo”. E começaram a caçoar dele. 25Quando a multidão foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão e ela se levantou. 26Essa notícia espalhou-se por toda aquela região. – Palavra da salvação.


Reflexão:


O relato de um milagre se encaixa no relato de outro. O primeiro, a cura de uma doença grave; o outro, a restituição da vida a uma menina morta. Em ambos os casos, duas atitudes são decisivas: a fé que pede e espera e o toque físico de Jesus. Como em outras ocasiões, Jesus não se move com base em preconceitos: deixa-se tocar pela mulher considerada impura porque sofria de hemorragia; depois, toma a pequena defunta pela mão e a faz levantar-se. Tocar em defunto também era ação proibida pelas tradições antigas. Aquele que é a Vida e devolve a vida não pode contaminar-se tocando um cadáver. Onde Jesus está presente, podem-se dispensar os “flautistas e a multidão em alvoroço”, que celebram a morte: “Eu sou a ressurreição. Quem acredita em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11,25).


Oração

Ó Jesus Libertador, encontras duas pessoas de profunda fé: um chefe, cuja filhinha acabara de morrer; e uma mulher, vítima de contínua hemorragia. Pelo toque em tuas vestes, a mulher sentiu-se curada; pelo teu toque no corpo da menina, ela voltou a viver. Senhor, aumenta nossa fé. Amém.


(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)


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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Evangelho: Mateus 16,13-19 - 04.07.2021




Aleluia, aleluia, aleluia.


Tu és Pedro e sobre esta pedra / eu irei construir minha Igreja; / e as portas do inferno / não irão derrotá-la (Mt 16,18). – R.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros, ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. – Palavra da salvação.


Reflexão:


Já no século IV, um documento chamado Cronógrafo filocaliano comprova a existência de uma festa litúrgica em honra dos apóstolos Pedro e Paulo, juntos. O significado desta solenidade encontra-se, em aprimorada síntese, no seu prefácio próprio (cf. Missal Romano): “Hoje, vós nos concedeis a alegria de festejar os apóstolos São Pedro e São Paulo. Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o Evangelho da salvação. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, igual veneração”. Sigamos os passos desses dois gigantes da fé cristã e peçamos a intercessão deles em favor da Igreja de Cristo e dos povos do mundo inteiro.


Oração

Senhor Jesus, nós te louvamos e bendizemos por escolheres Pedro e Paulo como dedicados apóstolos da tua Igreja. Infunde, ó Cristo, em cada um de nós o mesmo zelo missionário que fez de Pedro e Paulo teus fiéis discípulos e modelos de autêntica vida cristã. Amém.


(Dia a dia com o Evangelho 2021 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)


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