quarta-feira, 11 de abril de 2018

Evangelho: Lucas 24,35-48 - 15.04.2018



Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

– Naquele tempo, 35os dois discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36Ainda estavam falando quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!” 37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. 38Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados e por que tendes dúvidas no coração? 39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. 40E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles. 44Depois, disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na lei de Moisés, nos profetas e nos salmos”. 45Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras 46e lhes disse: “Assim está escrito: ‘O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, 47e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém’. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso”.

– Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus ressuscitado continua aparecendo aos apóstolos e discípulos, no final do Evangelho de Lucas. A eles, ainda medrosos e cheios de dúvida, o Ressuscitado lhes mostra os sinais da crucificação e come com eles para removê-los da incredulidade. Jesus lhes diz: “Paz para vocês!”. É desejo de plenitude de vida. Assustam-se e pensam ver um espírito. A resposta: “Um espírito não tem carne nem ossos como vocês estão vendo que eu tenho”. As comunidades lucanas entenderam que o nosso Deus não é apenas um espírito, ou então um fantasma. O Ressuscitado tem carne e ossos e tem fome. É o Crucificado que permanece entre nós com as marcas dos cravos. Não é um Deus “desencarnado”. As primeiras comunidades iniciaram sua caminha- da na fé e no testemunho do Ressuscitado em meio a dúvidas e incertezas. Mas, aos poucos, foram crescendo e amadurecendo na fé e no compromisso. Crer e aderir ao Ressuscitado não é algo que acontece de forma mágica de um dia para outro. É um processo que nos amadurece aos poucos, a partir da mesa da partilha. Na partilha do pão, Jesus é reconhecido. O Ressuscitado marca sua presença: na comunidade reunida que celebra e partilha a palavra e o pão; na família unida em torno da mesa; nos grupos organizados em defesa da vida; nas políticas públicas em prol da superação da fome e da miséria.

(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

Fonte https://www.paulus.com.br/


Leia também:


terça-feira, 10 de abril de 2018

Evangelho: João 6,16-21 - 14.04.2018



Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João

– 16Ao cair da tarde, os discípulos desceram ao mar. 17Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum, do outro lado do mar. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo ao encontro deles. 18Soprava um vento forte, e o mar estava agitado. 19Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco quilômetros quando enxergaram Jesus, andando sobre as águas e aproximando-se da barca. E ficaram com medo. 20Mas Jesus disse: “Sou eu. Não tenhais medo”. 21Quiseram, então, recolher Jesus na barca, mas imediatamente a barca chegou à margem para onde estavam indo.

– Palavra da salvação.

Reflexão:

A narrativa apresenta a divindade de Jesus que, ao andar sobre a água, exerce seu domínio sobre a natureza. Não dá ordem para que o mar se acalme, mas acalma os temores dos discípulos, mediante a expressão que imediatamente o identifica: “Sou eu” (cf. Ex 3,14). E acrescenta o complemento já familiar aos discípulos: “Não tenham medo”. Pode acontecer que a comunidade cristã fique desorientada pelas adversidades da vida, falta de bom exemplo, fuga de pessoas engajadas e até perseguições de dentro e de fora. Então surge a tentação de desistir da luta. É hora de relembrar que Jesus, em quem cremos e a quem servimos, é o Senhor da história e está presente em nossas comunidades e em nossa vida, para reavivar-nos a fé e a esperança.

(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)


Leia também:


Evangelho: João 6,1-15 - 13.04.2018



Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João

– Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5Levantando os olhos e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. 8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. 11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!” 13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

– Palavra da salvação.

Reflexão:

As multidões acorrem a Jesus, não porque têm fé autêntica, mas por terem visto milagres. Jesus, a princípio, afasta-se e vai para a montanha. Mas volta para o meio do povo, assim que constata sua fome física e espiritual. E assume o comando dos acontecimentos, fazendo tudo passar pelo crivo da organização e da partilha: vê a multidão faminta, provoca Filipe a encontrar solução, organiza os grupos, valoriza os dons de um jovem (pães e peixes) e os abençoa. Todos comem à vontade. Finalmente, Jesus ordena recolher a sobra. O grandioso gesto da partilha é símbolo da Eucaristia. De fato, Eucaristia é partilha de vida, comunhão com Deus e com os irmãos, compromisso social. Onde há verdadeira compreensão do sentido da Eucaristia, não há espaço para a injustiça, a desigualdade, o egoísmo.

(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

Fonte https://www.paulus.com.br/



Leia também:


segunda-feira, 9 de abril de 2018

Evangelho: João 3,31-36 - 12.04.2018



Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João

– 31“Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. 32Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. 34De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o Espírito sem medida. 35O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. 36Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele”.

– Palavra da salvação.

Reflexão:

O encontro com Jesus Cristo deve levar-nos a uma decisão: a favor dele ou contra. De fato, Jesus não é um enviado qualquer. É o principal, o Filho único, a quem Deus dá todo o poder. Ele diz as palavras do Pai: “Aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus”. E traz em si a força ilimitada da própria vida de Deus, o seu Espírito, porque o Pai lhe dá “o Espírito sem medida”. Jesus vem como aquele que revela o Pai. Crer em Cristo é crer em Deus; recusar Cristo é recusar Deus. Somos convidados a rever nosso relacionamento com Cristo. Nossa decisão a favor de Jesus não se dá somente por pensamentos ou só por palavras. Implica as ações do dia a dia. É na vida concreta que devemos verificar se cremos ou não em Jesus Cristo.

Fonte https://www.paulus.com.br/



Leia também:


Evangelho: João 3,16-21 - 11.04.2018



Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João

– 16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

– Palavra da salvação.

Reflexão:

O amor de Deus não é abstrato, genérico. Deus ama de modo concreto e extremo. Ele entregou “seu Filho único” ao mundo para salvar o mundo. A 1ª Carta de João põe em destaque esse ato grandioso do Pai: “Nisto se tornou visível o amor de Deus entre nós: Deus enviou seu filho único ao mundo, para podermos viver por meio dele” (1Jo 4,9). O apóstolo Paulo louva o Pai e aponta os benefícios da encarnação de Jesus: O Pai, “que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por nós, como não nos agraciaria em tudo junto com ele?” (Rm 8,32). Jesus vem, não como juiz, mas como luz dos homens. Ele é a luz, isto é, a vida plena. Escolher a luz é escolher a vida; é abraçar a salvação. Escolher as trevas é não crer em Jesus. Há pessoas que preferem as trevas em lugar da luz.

(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

Fonte https://www.paulus.com.br/


Leia também:


Evangelho: João 3,7-15 - 10.04.2018



Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João

– Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 7“Vós deveis nascer do alto. 8O vento sopra onde quer, e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”. 9Nicodemos perguntou: “Como é que isso pode acontecer?” 10Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? 11Em verdade, em verdade te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12Se não acreditais quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? 13E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.

– Palavra da salvação.

Reflexão:

Da necessidade de nascer do alto (referência ao batismo) passamos à fé em Cristo, exigida no batismo. Nicodemos dá a Jesus o título de Mestre. Não se trata de um mestre qualquer; ele é o único que está em condições de ensinar com verdadeira autoridade. Ele é a testemunha fiel do Pai, porque vem do céu e diz o que viu junto do Pai (“Estou falando das coisas que tenho visto junto do Pai” – Jo 8,38); ele transmite as palavras e o ensinamento do Pai (“As coisas que eu digo, eu as digo conforme o Pai me disse” – Jo 12,50). Ele é o Filho do Homem que desceu do céu: “A Palavra se fez carne e armou sua tenda entre nós” (Jo 1,14). Ele deverá ser “levantado” (alusão à cruz-glorificação) “para que todo aquele que nele acredita tenha vida eterna”.

(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

Fonte https://www.paulus.com.br/


Leia também:


quarta-feira, 4 de abril de 2018

Evangelho: Lucas 1,26-38 - 09.04.2018



Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

– Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi, e o nome da virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

– Palavra da salvação.

Reflexão:

Este dia – quase sempre celebrado em 25 de março, nove meses antes do Natal – marca a concepção de Maria, dia em que ela disse sim a Deus e se compromete a colaborar com seus planos. Maria em sua vida cotidiana em Nazaré é visitada pelo anjo do Senhor. O primeiro anúncio do anjo é de alegria, alegre-se, o Senhor está com você. A presença do Senhor alegra e dá esperança a qualquer ser humano. Diante disso, Maria fica se interrogando o que seria essa saudação. O anjo a tranquiliza e anuncia-lhe o plano de Deus, ou seja, o que Deus espera dela. Ela aceita o desafio e se deixa envolver pelo Espírito de Deus. Com isso, ela, submissa à vontade divina, colabora com a humanidade, trazendo ao mundo aquele que será chamado Filho de Deus, o Emanuel, o Deus conosco. Maria se dispõe a fazer a vontade de Deus, acolhendo aquele que viria cumprir a vontade do Pai, Jesus. Rezamos no pai-nosso que a vontade de Deus seja feita, como é importante abrir-se à ação de Deus, a exemplo de Maria, e buscar realizar, no dia a dia, o que ele espera de cada um de nós. Deus aguarda também o nosso sim para que ele continue vindo e faça morada com a humanidade.

(Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

Fonte https://www.paulus.com.br


Leia também: